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Empresas de saúde consideradas destaques em ESG

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Práticas relacionadas à responsabilidade ambiental, social e à conduta corporativa ética estão na pauta do dia das empresas.

Práticas relacionadas à responsabilidade ambiental, social e à conduta corporativa ética estão na pauta do dia das empresas. Não são temas novos, mas se tornaram atrativos sinalizadores para investidores.

O desafio das companhias é aliar o conceito de ESG (Enviromental, Social, Governance) a resultados financeiros.  “A magnitude do fluxo de investimento sugere que ESG é muito mais que um modismo ou um exercício de bem-estar”, diz um estudo da consultoria McKinsey.

No mundo, calcula-se que cerca de 31 trilhões de dólares estejam sob gestão de fundos que aplicam recursos em negócios e empresas com práticas sustentáveis, o que representa, aproximadamente, mais de 35% dos ativos financeiros totais sob gestão, segundo dados do Global Sustainable Investment Alliance. 

Setor de saúde

Recentemente, duas empresas de investimentos destacaram as companhias do setor de saúde que consideram mais bem posicionadas em relação a práticas de ESG.

Analistas da XP apontaram Rede D’Or, NotreDame Intermédica e HapVida (a análise foi feita antes da divulgação da fusão das duas últimas empresas) como exemplos de sustentabilidade e governança. Os critérios considerados foram: empresas listadas na bolsa, empresas que possuem relatórios de sustentabilidade e matriz de materialidade (ferramenta que permite à empresa identificar e priorizar questões ESG materiais), além de presença de mulheres no conselho e na diretoria. O estudo, de fevereiro de 2021, também levou em conta se as companhias fazem parte do Novo Mercado, segmento de empresas que alcançaram níveis mais altos de governança corporativa e transparência, adicionais ao que é exigido pela legislação.

Especialistas do banco BTG Pactual, por sua vez, evidenciaram o trabalho do Grupo Fleury, Sul América, OdontoPrev e Rede D’Or em análise divulgada no início do ano.

No relatório Inside ESG, o BTG Pactual explica que alguns assuntos relativos à materialidade, que é o peso atribuído a fatores ambientais, sociais e de governança, não têm a mesma relevância para todos os setores da economia. No caso da área de saúde, os aspectos sociais, por exemplo, incluem respeito à privacidade do paciente, além de custo acessível, engajamento de funcionários, diversidade e inclusão. Os fatores ambientais abrangem gestão de energia, emissões de carbono e impactos físicos das mudanças climáticas.

Como surgiu o termo

A sigla ESG apareceu pela primeira vez em 2004, em um relatório do Banco Mundial realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e 20 instituições financeiras de 9 países. O estudo, chamado Who Cares Wins (Ganha quem se importa), indicava que ao incorporar fatores voltados para questões ambientais, sociais e de governança a     o mercado financeiro, ele se tornava mais sustentável e, consequentemente, contribua mais com as populações.

Os conceitos de ESG ganharam corpo acompanhando tendências e comportamentos da sociedade, sobretudo dos novos consumidores, a chamada Geração Z, grupo nascido entre 1996 e 2016 que considera práticas sustentáveis um atributo fundamental para suas escolhas de compras.

Uma pesquisa do Google indicou que, em 2020, a busca por “investimento ético” no Brasil chegou ao patamar mais alto dos últimos cinco anos. Sinal de que tem muita gente de olho nos esforços de governança das empresas.

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