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Novos pontos de vista em cirurgia minimamente invasiva

Article-Novos pontos de vista em cirurgia minimamente invasiva

Imagem de médicos cirurgiões visualizando órgãos em uma tela durante cirurgia.png

A indústria de sistemas de visualização para cirurgia minimamente invasiva, historicamente, focou seus investimentos em tecnologias que buscassem melhorar cada vez mais a qualidade da captação da imagem. Assim, o desenvolvimento de câmeras, monitores, processadores de vídeo e outros componentes, geralmente, priorizou a busca por resoluções cada vez mais altas, objetivando mais clareza e definição das estruturas anatômicas e contribuindo para maior efetividade dos procedimentos.

Nos últimos anos, uma mudança de paradigma tem sido observada. Ao invés de concentrarem-se exclusivamente na resolução, os avanços tecnológicos agora buscam capacitar os cirurgiões com ferramentas que vão além do simples aumento da nitidez das imagens. A busca é por recursos que trabalham a imagem captada pela câmera e ajudam o cirurgião a tomar decisões no intraoperatório, potencialmente, reduzindo complicações cirúrgicas. Duas tecnologias vêm se destacando:


Os filtros de ajuste de imagem são projetados para ajustar a imagem capturada pela cabeça da câmera de forma a realçar determinados aspectos que podem não ser claramente visíveis na imagem original. Esses recursos podem, por exemplo, aumentar o contraste entre as cores e/ou realçar o contorno das estruturas, melhorando a percepção visual do cirurgião durante o procedimento.


Recentemente, a indústria tem ofertado recursos ainda mais avançados que os filtros de ajuste de imagem. Essas novas tecnologias apoiam-se na utilização de meios de contraste que, em conjunto com os sistemas de visualização mais modernos, permitem o realce de estruturas anatômicas de interesse do cirurgião.


O mais proeminente desses meios de contraste é a indocianina verde (ICG). Esse contraste vem sendo usado globalmente utilizado em medicina. É uma substância fluorescente que, quando injetada na corrente sanguínea ou no sistema linfático, pode ser visualizada sob iluminação especial, geralmente em espectro de luz próxima ao infravermelho (NIR, de near infrared). Sob essas condições, a ICG emite fluorescência, permitindo que os cirurgiões, dentre outros benefícios, visualizem e avaliem a perfusão sanguínea, identifiquem vasos sanguíneos e diferenciem tecidos em tempo real durante a cirurgia.


Essas tecnologias de fluorescência vêm sendo consideradas pelos principais fabricantes globais, como a KARL STORZ, o padrão para o futuro. A empresa é uma das que tem investido em integrar essa tecnologia em seus produtos, tendo lançado diversas soluções nos últimos anos.


Um dos principais destaques do portfólio da empresa alemã é a torre de vídeo 4K IMAGE1 S RUBINA, que pode ter configurações 2D e 3D e, de acordo com os acessórios oferecidos, atender a procedimentos minimamente invasivos e até abertos.


O sistema de visualização oferece diversos modos de visualização com a tecnologia de fluorescência destacando-se o modo de Sobreposição, onde o sinal NIR/ICG é sobreposto em tempo real à imagem de luz branca. O sistema permite ao usuário escolher entre a exibição do sinal de fluorescência em verde ou azul, com a opção de ajustar a opacidade do sinal de acordo com as necessidades específicas do procedimento.


Além disso, o modo Monocromático destaca as áreas com fluorescência NIR/ICG em escala de cinza, proporcionando uma clara diferenciação entre áreas fluorescentes e não fluorescentes. Esse recurso é particularmente valioso ao visualizar áreas com baixa fluorescência, permitindo ao cirurgião uma identificação precisa em momentos críticos do procedimento.


O Mapa de Intensidade é outra ferramenta poderosa da torre de vídeo da KARL STORZ que combina os sinais de luz branca e NIR/ICG, realçando diferenças sutis em uma escala de cores intuitiva, que vai do azul (sinal de fluorescência mais fraco) ao amarelo/laranja (sinal de fluorescência mais forte). Essa análise detalhada, imperceptível ao olho humano, é fundamental em cirurgias complexas, destacando áreas de maior ou menor fluorescência para uma tomada de decisão precisa.


A plataforma permite também trabalhar com resolução 3D, que amplia a percepção de profundidade e ajuda nos procedimentos mais complexos. Maior precisão, redução do risco de lesões e maior facilidade na identificação das margens cirúrgicas são alguns dos benefícios da tecnologia 3D1-3.


Conclusão
A integração dessas tecnologias inovadoras na prática cirúrgica tem o potencial de revolucionar a maneira como os procedimentos são realizados, impulsionando a eficácia e a precisão dos procedimentos cirúrgicos modernos. Tanto a utilização de filtros de ajuste de imagem, dos meios de contraste avançados e outras tecnologias emergentes representam um passo significativo em direção a esses objetivos.

 

Para saber mais sobre a Karl Storz, visite o estande G-61 durante a Hospitalar 2024, entre os dias 21 a 24 de maio no São Paulo Expo, ou acesse aqui o estande virtual na Hospitalar Hub!


Nota: Esta informação destina-se exclusivamente ao uso de profissionais de saúde. Os profissionais de saúde devem sempre confiar em seu próprio julgamento clínico profissional ao decidir se devem usar um determinado produto ao tratar um determinado paciente. A KARL STORZ não dispensa aconselhamento médico e recomenda que os profissionais de saúde sejam treinados no uso de qualquer produto específico antes de usá-lo em um procedimento ou cirurgia. Os profissionais de saúde devem sempre consultar os rótulos dos produtos e as instruções de uso, incluindo as instruções de uso de limpeza e esterilização (se aplicável, antes de usar qualquer produto KARL STORZ).

Referências: 1. CHIU, C. J. et al. Using three-dimensional laparoscopy as a novel training tool for novice trainees compared with two-dimensional laparoscopy. Am. j. surg., New York, v. 209, n. 5, p. 824–827. e1, 2015. 2. Zucolotto, Thiago Elias el al. Panorama histórico das evoluções em cirurgia minimamente invasiva. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 6, p. 31302-31312, nov./dec., 2023. 3. Studio di HTA sulla chirurgia laparoscopica: confronto tra sistemi video 2D-3D - MONDO SANITARIO • 6/2016.