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Série de lives aborda os riscos do desenvolvimento tecnológico sem controle

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Até onde podemos ir quando o assunto é inovação para que ela não prejudique a humanidade? As possíveis respostas estão na podsérie da MV: “E se…?”, cuja próxima live está marcada para 25 de novembro

A ficção científica sempre nos brindou com a construção de um futuro distópico que era, ao mesmo tempo, deslumbrante e tenebroso, com a tecnologia retratada quase sempre como uma das personagens principais. Foi assim que lemos sobre um mundo controlado por um Grande Irmão e conhecemos as - agora famosas - três leis da robótica. Só que tudo o que parecia tão distante de nós agora é uma realidade muito palpável.

Hoje, a Internet das Coisas, mais conhecida pela sua sigla IoT (Internet of Things), está presente no celular e no relógio que muitas pessoas trazem no pulso, e também nos sistemas de segurança de algumas casas ou nos controles de semáforos e da mobilidade urbana dos municípios. Na área da Saúde, eletrodos instalados no cérebro para o manejo da doença de Parkinson, marcapassos cardíacos wifi e muitos outros importantes dispositivos médicos já podem ser controlados remotamente pela internet e aí surge a dúvida: E se... a internet das coisas for controlada pelo crime? O que aconteceria se esses dispositivos que hoje salvam vidas fossem invadidos e sequestrados por hackers para extorquir dinheiro desses pacientes?  Tenso, né? 

E é para tentar elaborar melhor esta e outras questões importantes sobre o risco que o desenvolvimento tecnológico descontrolado e desregulamentado pode trazer em um futuro próximo, que a MV criou uma série de lives em seu Instagram para o lançamento da podsérie que leva o mesmo nome - "E se" -, cujos primeiros dois episódios já estão disponível no Spotify (ouça  aqui).

Na mais recente delas, que você assiste aqui, o professor Wagner Sanchez, pró-reitor acadêmico da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) discute justamente as responsabilidades no desenvolvimento da IoT, especialmente neste momento em que existe uma fusão de tecnologias exponenciais que destravam outras funções que nem imaginávamos que pudesse existir: “Se antes a gente brincava que existiam gerações marcadas por evoluções tecnológicas - como a TV colorida e o videogame -, hoje isso não existe mais, já que a evolução é exponencial. E como pensar em segurança da informação de algo que nem sabemos que pode existir?”, provoca Sanchez.

Investimentos em cibersegurança, no entanto, são cada vez mais importantes, especialmente quando a conexão à internet possibilita que o usuário esteja vulnerável a qualquer pessoa do mundo. “É preciso lembrar que mesmo quem usa celulares e aparelhos de marcas conhecidas coloca a própria segurança dos dados pessoais nas mãos desses sistemas operacionais. Agora, imagine usar apps e aparelhos de marcas desconhecidas? É como se você perdesse a sua chave de casa com o endereço anotado dela!”, lembra Sanchez, durante a live que deixou bastante claro o quanto todos somos responsáveis, como sociedade, pelo desenvolvimento ético das tecnologias.

Existe vida tecnológica após a morte?

Para além das discussões sobre segurança dos dados, a próxima live com o professor Mario Gazziro, da Universidade Federal do ABC (UFABC), expande ainda mais a discussão e vai abordar o que acontecerá se a cibernética permitir que a consciência sobreviva em uma máquina depois que você morrer?

O professor Gazziro gosta tanto do tema que desenvolveu uma coleção de roupas cibernéticas durante seu pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A ideia que ele adotou, foi usar sensores eletrônicos e microLEDS conectados em uma rede mesh - que é semelhante a uma rede wifi para a conexão de dados sem fio - para não apenas vestir as pessoas, mas monitorar seus dados de saúde e sua interação com o meio ambiente. Com isso, ao sair de casa vestindo uma jaqueta dessas, daria para saber exatamente qual foi o gasto energético diário e o esforço físico do usuário. E tudo com um design futurista inspirado no melhor do cyberpunk, claro.

Para assistir a esse bate-papo e saber mais sobre as possibilidades que a cibernética já traz para a nossa vida, basta entrar no instagram da MV no dia 25/11, às 18h. Não perca!

Leia também:

Os riscos da Iot na Saúde - e o que precisamos fazer para preveni-los

3 limites da IA na Saúde - e o que devemos fazer para não ultrapassá-los

 

Por Renata Armas, redatora da agência essense

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