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A era dos dados e a revolução do setor da saúde

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A pandemia trouxe desafios importantes para o setor de saúde, mas, por outro lado, acelerou uma série de avanços tecnológicos que tendem a beneficiar todos os elos da cadeia. Entre os exemplos mais evidentes está o uso da telemedicina, a qual tem permitido que milhões de pacientes ao redor do mundo sigam sendo tratados a distância. Mas estamos vivenciando ainda um pequeno impacto das inovações que tendem a revolucionar o mercado nos próximos anos.

A implementação das redes 5G no Brasil, combinadas com o avanço da Internet das Coisas (IoT) – ou seja, de equipamentos conectados e trocando informações entre si, sem a necessidade de intervenção humana – deve gerar uma explosão de dados, que poderão ser utilizados para criar uma medicina cada vez mais personalizada e eficiente.

A consultoria IDC projeta que, atualmente, a humanidade tem hoje acesso a mais de 44 trilhões de gigabytes de dados. E para tirar proveito desse volume e transformá-lo em informações relevantes para o negócio, duas tecnologias tendem a ser cada vez mais popularizadas no setor de saúde: a Inteligência Artificial e a computação de alto desempenho. Algumas instituições que trabalham em pesquisas médicas e científicas já começam a utilizar a combinação desses dois recursos para promover avanços na área de estudos do genoma e medicina de precisão. Ao analisar os dados genéticos individuais, por exemplo, pesquisadores conseguem uma abordagem médica com incrível acuracidade, customizando os tratamentos para cada indivíduo, o que traz mais eficiência na resposta e evita efeitos colaterais.

O Translational Genomics Research Institute (TGen), instituto de pesquisa genômica sem fins lucrativos com sede no Arizona (Estados Unidos), conseguiu reduzir o tempo de sequenciamento do genoma de duas semanas para menos de oito horas, graças ao uso de Inteligência Artificial e computação de alto desempenho. E essas informações têm sido utilizadas para o combate à Covid-19, em especial na análise de dados para identificar as subcepas do vírus, sua infecciosidade e um modelo de como ele se espalha pela população.

Do lado dos usuários de serviços médicos, os dispositivos pessoais inteligentes serão de grande valia. Na medida em que possibilitarão, em tempo real, gerar dados que permitam o monitoramento dos pacientes e, em alguns casos, até antecipem problemas de saúde, garantindo a intervenção proativa. Nesse cenário, os dados obtidos dos equipamentos vestíveis, como smartwatches, serão essenciais para ajudar no diagnóstico precoce e a definir o melhor caminho para o tratamento.

Nos próximos anos, devemos acompanhar grandes saltos na evolução da história da medicina, baseados na oferta de tecnologias que garantam transformar o volume exponencial de dados gerados por máquinas e pessoas em informações preciosas para a prática de uma medicina mais personalizada e eficiente. Deste modo, abriremos uma nova era para a saúde preventiva, que permitirá à humanidade viver mais e melhor.

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