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Os avanços da telemedicina com a chegada do 5G

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Não restam dúvidas que a pandemia de Covid-19 impactou todos os segmentos da economia e a Saúde não foi exceção. Com a recomendação de se evitar o contato para frear a transmissão do vírus, os serviços de saúde tiveram que encontrar alternativas para continuar prestando assistência, especialmente para pacientes que convivem com condições crônicas e necessitam de um acompanhamento frequente.

Regulamentada pela Portaria do Ministério da Saúde nº 467, de 20 de março de 2020, seguida da Lei Federal nº 13.989, de 15 de abril de 2020, mesmo que em caráter excepcional e temporário, a telemedicina já é uma realidade no nosso País. Ainda que restrita a uma pequena parcela da população com acesso aos serviços privados de saúde, o grande potencial dessa nova forma de praticar medicina está justamente na possibilidade de se levar cuidado e assistência a locais que não contam com a presença física de times multiprofissionais e equipamentos de ponta.

Mas a telemedicina vai muito além da teleconsulta, formato já adotado por muitos profissionais e instituições ao redor do País. E é nesse amplo espectro de serviços existentes além da teleconsulta que a tecnologia 5G, prestes a ser adotada no Brasil, poderá ser decisiva para a ampliação das possibilidades do atendimento à saúde mediado por tecnologia, quando a entrega do cuidado digital poderá ser exercida em total plenitude.

A confiabilidade das conexões, a rápida transferência de dados e a diminuição da latência são as grandes promessas do 5G. E na área da Saúde esses requisitos são essenciais quando falamos, por exemplo, de cirurgias robóticas realizadas com o cirurgião atuando remotamente ou exames de radiologia realizados a distância, pois a manipulação em tempo real das imagens requerida em procedimentos desse tipo ainda é limitada na cobertura 4G existente hoje no País.

Num futuro não tão distante o aprimoramento de recursos de realidade aumentada ou virtual vai trazer novos benefícios que podem transformar a saúde, desenvolvendo as habilidades dos profissionais e oferecendo a possibilidade de procedimentos de alta precisão serem realizados a distância e com o apoio de inteligência artificial para tomadas de decisão cada vez mais assertivas. O acesso e a análise em tempo real de grandes volumes de dados, composto por milhares (ou até milhões) de informações, necessita da tecnologia 5G para que se tornem aliados de uma medicina de ponta, tecnológica e acessível.

Mas é claro que esse cenário futurista que se descortina possui pré-requisitos: é necessário que a tecnologia 5G chegue a todo País, pois ainda existem regiões sem acesso sequer à banda já disponível atualmente. Os benefícios serão enormes para a população, assim como para instituições e profissionais de saúde. No primeiro caso, saúde mais acessível aos brasileiros com agilidade e qualidade no atendimento, além

de uma experiência personalizada e preventiva. Para os outros, redução de custos e maior capacidade de atendimento com eficácia e eficiência. Portanto, enquanto aguardamos a chegada do 5G, vamos nos preparando, treinando e nos equipando em busca de um atendimento cada vez mais humano, mesmo quando mediado pela tecnologia.

Sobre a autora

Lilian Quintal Hoffmann é diretora-executiva de Tecnologia e Operações da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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