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Sistemas robóticos poderão contribuir para identificação e tratamento de transtornos mentais

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Pacientes com depressão e Doença de Alzheimer serão potencialmente beneficiados com essas soluções tecnológicas, prevê Tiago Roux, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

O diagnóstico de depressão nem sempre é uma tarefa fácil porque vários sintomas relatados pelo paciente podem ser confundidos com outros sinais provocados por doenças físicas. Sistemam robóticos, integrados a recursos de inteligência artificial, têm condições de contribuir para o diagnóstico antecipado destes tipos de distúrbios mentais, afirma Tiago Roux, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE) e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  “Poderíamos criar um ambiente amigável, no qual o robô pudesse interagir com o paciente de tal forma a obter indicativos de determinadas doenças”, explica.

A interação entre homem e máquina poderia ocorrer de várias maneiras. Por exemplo, o robô poderia atuar como um entrevistador. Por meio de um questionário pré-programado, ele faria perguntas ao paciente a fim de levantar informações úteis para o diagnóstico. Tarefas lúdicas complementariam a entrevista e induziriam a pessoa a dar sinais se está ou não com depressão. Por meio de um programa de processamento de imagens, haveria a possibilidade de o robô capturar as reações faciais do indivíduo e reconhecer padrões que, de alguma forma, sinalizassem a depressão. “O importante é estabelecer condições de dar suporte ao diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado”, esclarece o membro do IEEE.

Neste mundo lúdico e virtual, as ferramentas robóticas poderiam auxiliar os pacientes com outro problema mental, a doença de Alzheimer. O objetivo seria estimular essas pessoas a não perderem a conexão com o mundo real e continuarem interagindo com o outro. “O robô poderia servir de estímulo e incentivo para que o paciente realizasse tarefas simples do cotidiano, tarefas essas que ele sabe fazer, mas que infelizmente esqueceu por conta da doença. O aprendizado se daria assim por um contínuo reforço repetitivo”, pondera Tiago Roux.

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