O objetivo de aproveitar a estabilização do mercado de saúde fez com que o Memorial São José, hospital do Grupo Fernandes Vieira (GFV), desenvolvesse alguns projetos de expansão e negócios, totalizando R$ 10 milhões. O aporte, que já começou a ser empregado desde o ano passado, será destinado para ampliação e melhoria das áreas física, institucional e gerencial do hospital

“O complexo ganhará 37 leitos individuais, sendo 10 de UTIs. A meta é ampliar em 35% os apartamentos hospitalares. O projeto também inclui a compra de quatro ressonâncias magnéticas, duas tomografias e serviços de oncologia e oftalmologia”, conta o diretor executivo do MSJ, Bruno Fernandes Vieira.

Segundo o executivo, quatro, dos novos leitos, serão adicionados à UTI Neo Natal. E ainda, o hospital também ganhará duas novas salas de cirurgia. “Além de ampliar o espaço, espera-se um aumento de cerca de 40% na receita da unidade”.

O Memorial também desenvolveu o novo Serviço de Remoção Aero Médica realizado por um jato Learjet 31 A, já em funcionamento. Vieira explica que o serviço possibilita fazer remoções de alta complexidade com raio de ação até São Paulo. 

“Até o final de 2009 nós pretendemos inaugurar metade dos novos leitos. Os demais devem ser entregues no segundo semestre de 2010. Um diferencial deste investimento é que viabilizamos não somente a capacidade instalada, mas também a gestão hospitalar”, ressalta.

O hospital iniciou o processo de acreditação internacional pela Joint Comission International (JCI). Apenas oito hospitais no Brasil possuem esse certificado, sendo o Memorial, junto ao hospital Santa Joana, do mesmo grupo empresarial, os primeiros a procurar essa certificação.

“Os critérios para acreditação cobrem uma vasta gama de itens que envolvem infraestrutura do ambiente assistencial, direitos do paciente, manutenção dos equipamentos, treinamento dos recursos humanos, controle de infecção hospitalar, processos de negócios, entre outros”, explica Vieira.

Para o executivo, a opção de acreditação internacional é uma questão de DNA. Atualmente o hospital recebe pacientes da Suíça e Espanha, e a meta do Memorial, segundo Vieira, é ser um ponto de turismo médico no Brasil.

Outra ação do hospital foi a contratação do Instituto Nacional de Desenvolvimento Gerencial (Indg) para elaborar o planejamento estratégico e as diretrizes do complexo para os próximos dois anos. “O Indg desenvolveu o modelo de gestão de empresas mundias e do Governo de Minas Gerais, que hoje são referencias pelos resultados obtidos”, conclui Bruno Vieira.