Com investimentos de R$ 1 milhão a Clínica Oncológica Anália Franco abriu as portas, na cidade de São Paulo, para oferecer serviços no tratamento de câncer. Além de equipamentos modernos, a adequação da clínica também está sendo reestruturada. De acordo com o fundador e médico da Anália Franco, Fernando Medina da Cunha, a zona Leste tem cerca de 4 milhões de habitantes e gera aproximadamente 13 mil novos casos de câncer por ano.
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“Essa doença exige um tratamento extremamente fechado, às vezes diário, semanal ou bimestral. E mais que isso, necessita de transporte! Além de ser muito desgastante para o paciente, afeta o significado do resultado final do tratamento”, explica Medina.
A dificuldade de se locomover até o hospital/clínica faz com que muitos pacientes abandonem o tratamento e, segundo Medina, a localização da clínica é uma estratégia para gerar oportunidades para os portadores da doença. “Essa posição geográfica é fundamental para o tratamento na zona Leste. É a possibilidade de os moradores fazerem o tratamento perto de casa, com a vantagem de terem à disposição uma clínica moderna e especializada. Imagine um doente que precisa de tratamento quimioterápico ou radioterápico diário ou semanal, por exemplo, por um período longo. A vida das pessoas hoje está complicada, os familiares trabalham e a rapidez no deslocamento facilita em muito a já fragilizada rotina desses pacientes”, argumenta Medina.
A tecnologia, aliada à experiência dos profissionais, é apontada pelo médico como um dos grandes benefícios para quem precisa de um tratamento mais específico. “Passamos por uma fase onde nós estamos tendo acesso aos grandes avanços tecnológicos. A oncologia mudou seus conceitos, sua maneira de tratar. Dispomos hoje de medicamentos que possibilitam um tratamento mais simplificado e, consequentemente, mais eficaz. Devemos priorizar sempre o ser humano”, completa.
A nova clínica oncológica possui 6 médicos especializados, sendo 1 radioterapeuta e 5 oncologistas clínicos. Além destes, 1 enfermeira padrão, 2 técnicos em enfermagem, 1 psicólogo e 1 nutricionista fazem parte do corpo clínico. Com atendimento integral, a Anália Franco, somente, não atende tumor infantil. “A pediatria precisa de uma estrutura própria e no momento não estamos nestas condições. Futuramente, estaremos aptos a atender todas as áreas de oncologia e radioterapia”, relata Medina.
De acordo com ele, no prazo de dois anos será inaugurado o centro definitivo da Clínica Anália Franco. O objetivo é triplicar o número de pacientes antes mesmo da finalização do projeto. “Hoje atendemos cerca de 100 pacientes/mês e tenho certeza de que esse número vai se elevar ainda mais nos próximos 3 meses”, finaliza.
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