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Como a Pill une tecnologia e conveniência para transformar a experiência farmacêutica

Bruno Ramos, cofundador da Pill/Divulgação pill farmacia digital.jpg
Com um modelo alavancado por dark pharmacy e focado em digitalizar a experiência do balcão da farmácia, empresa é impulsionada pela transformação digital na saúde

A experiência é quase rotineira: entrar em uma farmácia, se aproximar do balcão, conversar com o farmacêutico e tirar as dúvidas sobre a medicação, o preço, o tempo de tratamento. Mas em um cenário cada vez mais digitalizado - e acelerado por um período de pandemia, onde ganharam força soluções de e-commerce e atendimento remoto -, como adaptar a experiência da farmácia para a jornada da saúde digital?

Foi com esse desafio em mente que a startup Pill foi fundada, em 2021. Bruno Ramos, cofundador da empresa, explica que a farmácia 100% digital combina cuidados farmacêuticos especializados com tecnologia para desenvolver uma experiência conveniente e acessível para quem precisa de medicamentos. A intenção é justamente digitalizar a experiência do balcão farmacêutico. “Nossa proposta é levar aos pacientes o que eles buscam quando visitam uma farmácia: preços baixos e um atendimento farmacêutico atencioso e de qualidade, com profissionais disponíveis para ajudar com o que for necessário”, defende. Além disso, a Pill oferece a conveniência da entrega grátis (para algumas áreas na grande São Paulo), alavancado pelo seu modelo de dark pharmacy próprio. 

Uma das apostas da Pill, que conta com o investimento da  Coruja Capital, investidora independente de Márcio Schettini, é transformar a relação transacional que existe hoje no varejo farmacêutico para uma relação de longo prazo. Entre as ações nessa direção, a empresa aplica hoje um projeto, ainda em fase beta, que atende pacientes em um modelo de recorrência ("assinatura de medicamentos"). “Estamos testando esse produto, depois de ter alcançado mais de 500 pacientes organicamente”, conta Ramos.

A segurança e a regulação são dois aspectos desafiadores que a empresa precisou levar em consideração desde o começo. “Temos um time de tecnologia que trabalha com as melhores práticas em pagamentos, para garantir a segurança das transações. A plataforma é 100% segura”, explica o cofundador. A empresa trabalha hoje uma equipe multidisciplinar,  com desenvolvedores, designers, profissionais de marketing e growth e, claro, farmacêuticos. 

“Antes de iniciar as operações, buscamos todo o respaldo regulatório necessário para entender o que podíamos e o que não podíamos fazer. Hoje a Pill é uma farmácia completa, com todas as licenças, autorizada a vender inclusive os medicamentos que demandam a retenção da receita médica”, explica Ramos. Mas os desafios na digitalização de uma relação tão bem estabelecida offline, como a do balcão de farmácia, se mantêm: para Ramos, o principal desafio atual tem sido justamente entender os diferentes tipos de pacientes que buscam por farmácia e as dores nesse relacionamento.

A empresa, porém, parece estar no caminho certo: desde que lançou a operação, a Pill tem crescido mais de 50% ao mês. “A pandemia contribuiu muito para a transformação do consumo. Esse movimento não foi diferente em relação às farmácias e, mesmo agora, com a reabertura, muitos consumidores preferiram manter o hábito por entenderem a comodidade que é comprar e receber em casa. Hoje todo paciente que fala com a Pill fala diretamente com um farmacêutico. Não à toa, nosso NPS é 87”, comemora. 

Hoje, a empresa opera apenas em São Paulo, mas já vem observando uma demanda significativa de outros locais, planejando aos poucos os próximos passos. Independente dos planos de expansão, a Pill foca em otimizar sua cesta atual de serviços dentro do estado, buscando levar para o digital a relação de confiança e cuidado no atendimento que acontece entre as pessoas que procuram a farmácia do bairro para tirarem suas dúvidas. 

“Vemos crescer a possibilidade de a farmácia exercer um papel mais central na jornada de saúde, gerando valor primeiro ao paciente e, posteriormente, a outros stakeholders”, defende Ramos. “Dado que a farmácia é o ponto de maior frequência do paciente em toda a jornada de saúde, não tem porque o paciente não resolver mais da sua saúde nesse ambiente. Toda a cadeia pode se beneficiar dessa relação mais estruturada entre paciente e farmácia”, finaliza. 

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