Enquanto os pavilhões da World Health Expo (WHX) — antiga Arab Health — movimentam Dubai entre 9 e 13 de fevereiro, parte das decisões que impactam o mercado brasileiro de saúde também começa a ser desenhada ali.
Organizado pela Informa Markets, o encontro é um dos principais termômetros globais do setor — e influencia diretamente o direcionamento estratégico da Hospitalar.
A presença da diretoria da Hospitalar na WHX não cumpre uma agenda protocolar. Integra uma estratégia estruturada de inteligência de mercado. Em um ambiente de inovação acelerada e competição crescente por novos mercados, acompanhar discussões sobre tecnologia, modelos assistenciais e expansão internacional se tornou uma necessidade competitiva.
Esse acompanhamento não apenas antecipa movimentos, mas também orienta a curadoria de conteúdo, a atração de expositores e o posicionamento da Hospitalar no cenário latino-americano.

Tendências globais que atravessam fronteiras
Segundo Juliana Vicente, head do portfólio de Saúde da Informa Markets e responsável pela Hospitalar, a inteligência artificial (IA) permanece no centro dos debates — agora sob uma perspectiva mais pragmática.
“A discussão já não é mais sobre potencial, mas sobre aplicação: o que tem dado certo, o que tem dado errado e como avançar”, afirma.
O mesmo amadurecimento é observado em cibersegurança, tema que ganha relevância à medida que os sistemas de saúde se tornam mais digitalizados.
Em paralelo, diagnóstico avançado, exames laboratoriais baseados em genômica e genética e a consolidação da medicina de precisão figuram entre os assuntos mais discutidos.
A saúde da mulher também ganhou protagonismo, com painéis dedicados e debates estruturados — sinal de uma agenda que deve se fortalecer nos próximos anos.
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Do radar global ao contexto latino-americano
Nem toda tendência internacional encontra aderência imediata na América Latina. O diferencial está na capacidade de filtrar o que faz sentido para a realidade regional.
No caso brasileiro, a IA aplicada à eficiência operacional, estratégias robustas de cibersegurança e soluções diagnósticas custo-efetivas dialogam diretamente com desafios estruturais como sustentabilidade financeira, ampliação de acesso e melhoria de desfechos clínicos.
Mais do que observar, a participação na WHX permite identificar empresas com potencial de inserção no mercado regional e calibrar o mix de soluções que chegarão à próxima edição da Hospitalar.
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Porta de entrada para novos mercados
Plataformas globais de negócios desempenham papel decisivo na estratégia de internacionalização das empresas de saúde. Segundo Juliana, o movimento segue um fluxo progressivo: a companhia testa a aderência do produto ao novo mercado, estabelece conexões com distribuidores, avança na regularização e, se a operação demonstra viabilidade, consolida presença local.
Em Dubai, o volume de empresas internacionais evidencia essa dinâmica. Trata-se de lógica semelhante à observada na Hospitalar, que concentra decisores, distribuidores e lideranças do setor em um único ambiente, reduzindo etapas e acelerando conexões.
Nesse contexto, a Hospitalar consolida-se como principal ponto de entrada para companhias globais interessadas no Brasil e na América Latina — um mercado de grande escala, ainda em processo de transformação e com espaço relevante para inovação.

Hospitalar 2026: conexões globais em São Paulo
Marcada para 19 a 22 de maio, no São Paulo Expo, a próxima edição da Hospitalar reflete esse movimento de integração internacional.
Mais do que refletir o que acontece no cenário global, o evento passa a atuar como mecanismo de tradução estratégica — transformando tendências internacionais em oportunidades reais de negócio na América Latina.
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