Em um movimento alinhado à estratégia de expansão de serviços de alta complexidade, o Hcor anunciou a inauguração de uma unidade dedicada ao transplante de medula óssea (TMO), com investimento de R$ 10,3 milhões. Viabilizada por meio de parceria com a Finep, no âmbito do programa Finep Mais Inovação, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a iniciativa reforça o posicionamento do hospital na oncologia e na incorporação de terapias avançadas. 

Com dez leitos de alta tecnologia, a nova unidade integra o plano de crescimento e consolidação da Oncologia no Hcor. A ampliação da infraestrutura permite ao hospital oferecer uma linha de cuidado completa para pacientes com doenças onco-hematológicas — como mielomas, linfomas e leucemias agudas — além de condições benignas, incluindo anemia falciforme e doenças autoimunes. 

Eficiência assistencial e preparo para terapias avançadas 

Do ponto de vista assistencial e operacional, a implantação do serviço de TMO representa um avanço relevante ao permitir a internalização de tratamentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de referenciamento externo e ampliando a eficiência do cuidado.

“A nova unidade nos permite acompanhar o paciente em todas as etapas do tratamento, com integração entre diagnóstico, terapias e acompanhamento clínico dentro do mesmo ecossistema hospitalar”, afirma Fernanda Lemos Gallo, hematologista e líder médica do serviço de TMO. 

Além do impacto direto na assistência, o projeto fortalece o posicionamento institucional do Hcor como polo de inovação em saúde. A estrutura foi concebida para atender às exigências regulatórias e tecnológicas necessárias à incorporação de terapias avançadas, como as terapias celulares CAR-T, consideradas um dos principais avanços da oncologia contemporânea. 

“A implantação do serviço de TMO é estratégica não apenas do ponto de vista clínico, mas também de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. Trata-se de um investimento estruturante, que prepara o hospital para a próxima geração de tratamentos oncológicos e para parcerias com o ecossistema de inovação em saúde”, afirma Alexandre Biasi, superintendente médico, de ensino e pesquisa do Hcor.