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Mais uma unidade do SUS recebe a Touca Inglesa Paxman

Divulgação/Paxman paxman.jpg
Grupo Hospitalar Santiago arrecadou o valor do equipamento através de uma campanha

A Touca Inglesa Paxman está chegando a mais uma unidade do SUS, a segunda no estado do Rio Grande do Sul. A tecnologia age para combater um dos principais e mais devastadores efeitos colaterais da quimioterapia: a queda de cabelos. Entre os hospitais do SUS, o equipamento já está presente no INCA, no Rio de Janeiro; na Santa Casa de Vitória, no Espírito Santo; na Santa Casa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e, agora, no Grupo Hospitalar Santiago, no município gaúcho de Santiago. A entrega do equipamento acontece nesta sexta-feira, dia 18, às 10h30, no Centro Clínico e Oncológico.  

O valor para compra do equipamento foi arrecadado através da campanha “Cada Fio Conta”, articulada pelo Grupos Ellas, liga feminina de combate ao câncer da região. A iniciativa contou com a contribuição de diversas instituições públicas e privadas e com a verba de uma emenda parlamentar do Deputado Federal Marcelo Brum.  

Com a chegada da Touca Inglesa Paxman, os pacientes de Santiago e região terão acesso a essa tecnologia pioneira que já foi utilizada por famosas como Ana Furtado, Sabrina Parlatore e Cristina Ranzolin, e que está presente nos principais centros de referência de tratamento de câncer nos Estados Unidos e Europa, como o hospital universitário do Texas - MD Anderson Cancer Center ou Johns Hopkins Hospital, que estão entre os cinco melhores do mundo.   

Enfrentar o tratamento é um grande desafio, e que pode ser ainda mais difícil quando pacientes apresentam quadros de baixa autoestima e depressão. Estudos revelam que a queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais traumatizantes da quimioterapia e causa danos que vão muito além do aspecto visual. As consequências são graves e até podem incidir na desistência do tratamento.    

Crioterapia capilar no Rio Grande do Sul 

O Rio Grande do Sul, região com maior incidência de câncer de mama no Brasil, tem se destacado no tratamento de pacientes com câncer. A crioterapia capilar ganhou grande visibilidade na região sul com a apresentadora da TV Globo, Cristina Ranzolin. A jornalista gaúcha terminou recentemente o tratamento de quimioterapia e preservou totalmente os cabelos com a utilização da Touca Inglesa. 

 Atualmente, o Rio Grande do Sul é o estado do país com maior capacidade de atendimento com a Touca Inglesa. O equipamento está presente em clínicas e hospitais dos municípios de Porto Alegre, Erechim, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Pelotas e Bagé, incluindo a Santa Casa de Porto Alegre onde o atendimento é realizado pelo SUS. Este ano, além de Santiago, os munícipios de Novo Hamburgo e Ijuí também passaram a oferecer o tratamento com a Touca Inglesa Paxman. 

Até dezembro de 2021, já haviam sido realizadas mais de 12 mil sessões que impactaram mais de 800 pacientes. 

Com a chegada dos novos equipamentos, o estado passa a ter a possibilidade de realizar cerca de 1.300 sessões por mês.  

Como funciona  

A touca, conectada a uma unidade de refrigeração, é colocada na cabeça do paciente cerca de 30 minutos antes e mantida em torno de uma hora e meia após a infusão das drogas, dependendo do protocolo adotado. O sistema resfria o couro cabeludo a uma temperatura em torno de 20°C. Com isso, diminui o fluxo sanguíneo nos folículos capilares e reduz a absorção dos fármacos na região.    

No Brasil, desde 2013, já foram realizadas mais de 200 mil sessões nos principais centros de referência e hospitais de 15estados brasileiros, além do Distrito Federal. O sistema, criado no Reino Unido pela empresa Paxman, é o único no Brasil com certificação da FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA)e registrado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas com a Touca Inglesa, pacientes relataram a diminuição da alopecia a ponto de dispensar o uso de lenço ou peruca. A taxa de sucesso depende do tipo de medicação administrada, 50% para as mais fortes e até 92% nas menos agressivas e a sensação de frio foi tolerada por 98% dos pacientes. A terapia não é indicada para os tipos de câncer hematológicos ou para alguma alergia ao frio.   

Muito além da estética   

Estudos revelam que a queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais traumatizantes da quimioterapia e causa danos que vão muito além do aspecto visual. As consequências são graves e até podem incidir na desistência do tratamento. Uma importante novidade foi divulgada pela NATIONAL COMPREHENSIVE CANCER NETWORK – NCCN, com impacto direto para pacientes oncológicos. O uso da crioterapia capilar, por meio da Touca Inglesa, agora faz parte das Diretrizes de Prática Clínica em Oncologia da NCCN para pacientes que vão iniciar o tratamento para câncer de mama, ovário, peritoneal e trompa de falópio. A novidade reforça a importância e consequências da possibilidade de manutenção dos cabelos durante a quimioterapia. A atualização destas diretrizes foi impulsionada pelo resultado de um extenso estudo científico submetido à FDA (U.S. Food and Drug Administration), que desde 2016 já certifica o uso da Touca Inglesa para pacientes de mama e recentemente expandiu para outros tipos de tumores sólidos.   

Preservar os cabelos era tão importante, que a paciente Raquel Smaniotto viajava cerca de 200 quilômetros para realizar seu tratamento com a Touca Inglesa Paxman. Moradora de Santiago, Raquel foi diagnosticada com câncer de mama em 2021. Quando soube que precisaria passar por 12 sessões de quimioterapia, se desesperou com a possibilidade de perder os cabelos. Foi em busca de referências e informações, e amigos e familiares compartilharam com ela o caso da apresentadora Cristina Ranzolin. Com a orientação do seu oncologista, optou por realizar o tratamento com a Touca Inglesa no munícipio de Santa Maria, a 200 quilômetros da sua residência. “Meu cabelo é muito importante pra mim e o sacrifício valeu muito a pena. O resultado foi melhor do que eu esperava, consegui preservar praticamente 100% dos fios. Agora, com a chegada do equipamento à Santiago, as pacientes da cidade não vão precisar ir tão longe para conseguir usar a Touca” – destaca Raquel. 

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