O projeto “Saúde em Nossas Mãos”, desenvolvido pelo Ministério da Saúde para reduzir infecções hospitalares, gerou uma economia de 150 milhões de reais para o Sistema Único de Saúde (SUS), entre setembro de 2024 e outubro de 2025.

O programa alcançou ainda uma redução de mais de 26% nas Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de adultos, crianças e neonatais em instituições públicas de todo o país. A meta do projeto é reduzir essas infecções hospitalares em 50% até o final deste ano.

A iniciativa, que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), foi criada em 2018, e tem como objetivo fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de uma parceria estratégica com seis hospitais filantrópicos de excelência  – Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento e Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Eles são responsáveis por compartilhar o conhecimento e experiências dos projetos aplicados nas instituições. Em contrapartida, garantem imunidade tributária, permitindo que os recursos sejam reinvestidos no programa e em ações que beneficiem o SUS.

“O ‘Saúde Nossas Mãos’ representa o compromisso do Ministério em consolidar um cuidado de excelência, focado na qualificação de processos, na melhoria dos fluxos assistenciais e na prevenção de mortes. É um chamado para que possamos cuidar melhor e de forma mais eficiente”, destaca Amanda Carolina Felix Cavalcanti de Abreu, Coordenadora-Geral de Projetos da Atenção Especializada do Ministério da Saúde.

Assista e entenda mais sobre o projeto:

Aplicação da “Ciência de Melhoria” para garantir bons resultados

O projeto é realizado por triênios e está na terceira edição. Atualmente, o programa conta com a participação de 282 UTIs, sendo 222 UTIs para adultos, 22 UTIs pediátricas e 38 UTIs neonatais.  

Estimativas apontam que as infecções nosocomiais, também conhecidas como as infecções hospitalares, relacionadas à assistência em saúde, pode causar até 3,5 milhões de mortes. Cada infecção evitada economiza, em média, de 60 a 110 mil reais.

Desde o início, o “Saúde em Nossas Mãos” salvou mais de 5 mil vidas e gerou uma economia para o SUS estimada em mais de 718 milhões de reais. Além disso, tem sido fundamental na capacitação de profissionais e na adoção de práticas baseadas na ciência da melhoria, promovendo avanços significativos na segurança do paciente.

Segundo a coordenadora-geral de projetos, a ação é estratégica não apenas para salvar vidas, mas também para otimizar a gestão das unidades. “O programa contribui para a melhoria dos processos, reduz o tempo de permanência dos pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva, gera economia e minimiza o uso de insumos desnecessários”, explica.

De acordo com o Ministério da Saúde, o “Saúde em Nossas Mãos” tem um formato virtual com treinamentos, encontros presenciais e uma participação ativa das equipes participantes. Além disso, existe um cronograma de visitas das equipes técnicas de saúde do Ministério e também dos hospitais parceiros às instituições participantes para revisar processos e capacitar os profissionais.

Amanda Carolina ressalta que cada UTI possui suas particularidades. “É importante lembrar que, em uma UTI, lidamos com uma variedade de doenças e diferentes tipos de acesso. No entanto, as práticas de combate e enfrentamento às infecções hospitalares são fundamentais e universais. O projeto foca especificamente na prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção primária de corrente sanguínea laboratorial e infecção do trato urinário relacionada ao uso de cateter. Nessas três áreas, já observamos uma redução significativa nas infecções nas unidades participantes do projeto”, finaliza.