O prontuário eletrônico é uma das tecnologias em Saúde mais conhecidas e bem estabelecidas que existem, justamente por sua importância em apoiar o diagnóstico assertivo. Ainda assim, ele não para de avançar em novas funcionalidades que podem ser facilmente incorporadas através de configurações do sistema, de forma a otimizar ainda mais a jornada de cuidado do paciente e, também, do profissional que o utiliza.
Recentemente, essa constante evolução pôde ser observada mais de perto durante a pandemia, quando a criação de protocolos assistenciais focados no tratamento da Covid-19 foi fundamental para orientar profissionais de Saúde em um período em que ainda pouco se sabia sobre a doença em si. “Logo no início, quando médicos e hospitais ainda não conheciam ao certo as condições que levavam ao diagnóstico da Covid-19, a inserção dessas informações no prontuário eletrônico deu aos profissionais de Saúde o direcionamento do melhor cuidado a ser prestado baseado nos protocolos da instituição”, sinaliza Daennye Oliveira, enfermeira especialista em Informática em Saúde e gerente de produtos da área assistencial da MV.
Daennye ainda se lembra bem de quando, nos primeiros dias da chegada do coronavírus ao Brasil, ela precisou agir de forma rápida e concreta para fazer essa atualização no sistema: “Trabalhei junto aos analistas, sempre com o apoio e a validação de médicos parceiros, para criar alertas, protocolos e indicadores dentro do prontuário eletrônico que pudessem ajudar no atendimento aos doentes. Depois disso, também realizamos webinars e cursos de capacitação remota para ajudar os profissionais a usar essas novas ferramentas e para orientar a gestão da Saúde a entender melhor como evitar um colapso em seus hospitais por falta de oxigênio e outros materiais importantes que estavam sendo utilizados.”
Tal funcionalidade foi essencial para padronizar os atendimentos assistenciais tendo por base protocolos bem estabelecidos, o que sempre é útil para orientar diversos quadros clínicos, desde cefaleia até infecções como a sepse, mas é ainda mais importante em um caso de crise sanitária como a que vivemos, como recorda Daennye: “Imagine que um paciente que chegava ao Pronto Socorro com dispneia [falta de ar] poderia ser logo direcionado para os protocolos de Covid-19 e receber seu diagnóstico e tratamento prontamente.”
O uso do prontuário eletrônico cresceu muito durante esses últimos meses de pandemia e até os hospitais de campanha, tão comuns no começo da crise no Brasil, usaram o sistema para minimizar a transmissão da infecção. “O vai-e-vem de papel dentro dos hospitais precisou ser reduzido a quase zero no começo da pandemia, quando ninguém sabia ao certo como o vírus poderia ser transmitido”, lembra a gerente de produtos.
Já para os pacientes que preferiram não correr riscos e optaram por se consultar via telemedicina antes de se dirigir ao PS, o prontuário eletrônico também foi decisivo por permitir funcionalidades como a prescrição eletrônica. “Essa função foi muito usada com a popularização das receitas médicas eletrônicas que chegavam no celular dos pacientes via SMS ou e-mail logo após uma teleconsulta, sempre usando uma assinatura digital para ser posteriormente validada em uma farmácia”, conta Daennye.