Quem nunca ouviu falar da expressão “paciente no centro”? Há mais de uma década, este conceito se propagou em congressos, planejamentos estratégicos e discursos institucionais. Ainda assim, nem sempre o debate levou a mudanças estruturais na forma como hospitais, operadoras, farmacêuticas e redes de saúde se comunicam.

A boa notícia é que isso está mudando, e rapidamente. Uma pesquisa qualitativa que conduzimos no final de 2025 na GPeS, agência de Comunicação e Marketing especializada em saúde, ouviu 20 lideranças do setor e aponta que o desafio atual não é mais uma mudança de intenção, mas de contexto.

Os líderes estão conscientes de que o paciente mudou: ele chega mais informado, mais ansioso, mais impaciente e profundamente mediado por tecnologia, inteligência artificial e comunidades digitais que influenciam decisões em tempo real.

As grandes campanhas institucionais perderam protagonismo para a gestão da reputação em tempo real. Os gestores querem reduzir a fricção na jornada do paciente, gerar conteúdos explicativos e influenciar as respostas geradas por IA. Para isso, precisam trabalhar em parceria com áreas de tecnologia, experiência do paciente e outras.

A partir das entrevistas, mapeamos as principais tendências em comunicação em saúde para 2026, que refletem uma mudança profunda na relação entre marcas, pacientes e tecnologia.

Comunicação mais participativa, explicativa e orientada à experiência

O feedback de pacientes e acompanhantes deixa de ser apenas uma fonte de pesquisa e passa a integrar o desenvolvimento de instituições, mídias, materiais e campanhas. Ao participar ativamente da construção da comunicação, o paciente reduz ruídos, melhora a experiência e transforma a vivência em diferencial competitivo.