A Croma Oncologia reforça sua estratégia médica ao escolher Gustavo Guimarães, uro-oncologista, especialista em cirurgia robótica e colunista do Saúde Business, para o cargo de Executivo Médico de Estratégia e Relações com o Mercado. O movimento amplia a atuação da companhia na interlocução com o mercado e na integração entre assistência, inovação e gestão.

Joint venture entre BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Grupo Fleury e Atlântica Hospitais e Participações, da Bradsaúde, a Croma passa a contar com um executivo experiente em assistência, gestão, ensino, pesquisa e inovação.

Integração como estratégia

A proposta da JV parte da integração entre diferentes atores do sistema de saúde. “A Croma nasce justamente da convicção de que nenhum ator do sistema de saúde resolve sozinho o desafio da oncologia”, ressalta Guimarães.

Essa visão se traduz em uma atuação voltada a aproximar assistência, diagnóstico e financiamento, além de contribuir para a construção de protocolos e modelos de cuidado coordenados.

“A evolução da oncologia exige modelos assistenciais capazes de integrar excelência clínica, inovação e colaboração entre os diferentes atores do sistema de saúde. Na Croma Oncologia, encontro um projeto alinhado a essa visão e quero contribuir para consolidar um cuidado cada vez mais coordenado, ampliando o valor entregue aos pacientes e aos parceiros da companhia”, afirma Guimarães.

Na BP, o executivo atua como coordenador-geral do Departamento Cirúrgico Oncológico e Robótica e vice-coordenador do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS). Também é coordenador do Biobanco e colaborador da Faculdade BP.

Tecnologia com desfecho

A integração do cuidado está entre os principais desafios que o executivo pretende enfrentar. “A fragmentação do cuidado — o paciente que peregrina entre serviços desconectados — é hoje uma das maiores fontes de desperdício e de sofrimento evitável em oncologia”, destaca.

Para Guimarães, a resposta passa por navegação do paciente, tumor boards integrados, compartilhamento de dados e definição clara de responsabilidades ao longo da jornada.

A agenda também inclui a incorporação de novas tecnologias, mas sob uma perspectiva de geração de valor. “A transformação da oncologia é real, mas a tecnologia só gera valor quando está a serviço de um modelo assistencial bem desenhado”, explica. Medicina de precisão, uso estruturado de dados e linhas de cuidado completas estão entre as prioridades apontadas pelo executivo.

“Transformar inovação em valor efetivo exige disciplina: adotar o que tem evidência, medir o que se faz e ter coragem de descontinuar o que não entrega benefício ao paciente. Inovação sem desfecho é apenas custo; inovação com desfecho medido é valor”, enfatiza.

Reforço da estratégia

Para a Croma, a experiência do executivo em diferentes frentes da saúde deve contribuir para ampliar a atuação médica e a interlocução da companhia com o mercado.

“É uma satisfação receber o Gustavo Guimarães na Croma Oncologia. Sua experiência assistencial, acadêmica e de gestão será fundamental para avançarmos em nossa estratégia médica e ampliarmos o diálogo com os diferentes agentes do setor de saúde”, afirma Gabriel Minelli, diretor-geral da empresa.