O futuro da saúde brasileira não será definido apenas pela capacidade de incorporar novas tecnologias. O desafio está em transformar inovação em eficiência, escala em qualidade e avanço tecnológico em cuidado sem perder a dimensão humana da assistência.
É nesse cenário que Paulo Moll, CEO da Rede D’Or, participa da Entrevista Master no Healthcare Innovation Show 2026 para discutir os movimentos que devem moldar a medicina e a gestão da saúde nos próximos anos.
À frente da maior empresa de saúde da América Latina, Moll levará ao palco os desafios de uma operação de grande escala e as oportunidades abertas pela transformação do setor. A conversa passará por eficiência operacional, inovação, tecnologia e desenvolvimento de talentos — pilares para ampliar investimentos em qualidade técnica e assistencial.
Mais do que discutir tecnologia, o HIS colocará em pauta uma questão estratégica para o setor: como avançar na transformação digital e na produtividade sem perder de vista o acesso, a humanização e a qualidade do cuidado?
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Escala como estratégia
A trajetória da Rede D’Or também permite discutir um dos principais movimentos do mercado brasileiro: a consolidação do setor de saúde. A integração de operações em larga escala pode ampliar eficiência e capacidade de investimento, mas também aumenta a complexidade da gestão e exige novas formas de organizar serviços, pessoas, dados e tecnologia.
Nesse contexto, a expansão para áreas de maior valor agregado ganha espaço. Oncologia, medicina diagnóstica, programas de transplantes e linhas de cuidado de alta complexidade fazem parte de uma estratégia que amplia a atuação dos grandes grupos e redefine seu papel na cadeia de saúde.
A discussão ultrapassa, portanto, os limites de uma única organização. A experiência da Rede D’Or ajuda a lançar luz sobre uma questão mais ampla: o que significa ser um grande grupo de saúde em um mercado que exige escala, especialização, eficiência e capacidade de inovar?
A tecnologia encontra o fator humano
Outro eixo da conversa será a relação entre transformação tecnológica e pessoas. A digitalização modifica processos, modelos de atendimento e formas de tomada de decisão, mas também impõe uma questão relevante para os gestores: quais competências serão necessárias para sustentar a saúde dos próximos anos?
A formação dos profissionais do futuro estará entre os temas abordados por Moll. O desafio não é apenas preparar equipes para utilizar novas ferramentas, mas desenvolver talentos capazes de atuar em um setor no qual medicina, tecnologia, dados e gestão estarão cada vez mais conectados.
Nesse equilíbrio entre inovação e cuidado está uma das questões centrais da Entrevista Master: até onde a tecnologia pode transformar a assistência — e o que precisa permanecer essencialmente humano?
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