A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) apresentou os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados do setor privado de saúde em Goiás, abrangendo os hospitais associados à entidade. Essa ação integra o projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa pioneira no estado, que passa a disponibilizar à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações claras e objetivas sobre a qualidade, segurança e eficiência dos serviços hospitalares.
O projeto foi desenvolvido com o propósito estratégico de estabelecer uma metodologia objetiva e comparável para mensurar a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado nos hospitais associados.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Indicadores
Os dados apresentados referem-se ao segundo semestre de 2025 e refletem a média das instituições associadas participantes do projeto. Entre os indicadores, destacam-se a taxa de infecção, amplamente conhecida pela população, e outros dados relevantes, como a incidência de lesões por pressão, a taxa de ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, esta última sendo uma norma fundamental de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
A associação destaca que a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre os benefícios estão:
- maior transparência e prestação de contas;
- estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente;
- benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições;
- fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres