O Laboratório de Imunologia Clínica e Experimental (Lice), da Disciplina de Nefrologia da Unifesp será o único centro estrangeiro a participar do estudo norte-americano sobre prevenção de complicações cardiovasculares em pacientes com transplante renal. A pesquisa que tem início hoje, 1º de novembro, será financiada pelo National Intitutes of Health (NIH). Entre os 30 centros de transplantes selecionados, a Unifesp analisará o maior número de pessoas. O Lice ficará encarregado de acompanhar entre 500 e 700 indivíduos transplantados no Hospital São Paulo e no Hospital do Rim e Hipertensão e que apresentam níveis elevados de homocisteína no sangue – aminoácido responsável pelo aumento do risco de formação de coágulos e entupimento das artérias.
A população pesquisada receberá, por um período de cinco anos, um complexo vitamínico e ácido fólico, em dosagens diferentes, para testar a eficácia dessa terapia na prevenção de doenças cardiovasculares após o transplante. Existem evidências de que algumas vitaminas do complexo B e, especificamente o ácido fólico, são capazes de controlar o aumento da homocisteína no sangue.
Caso os resultados sejam favoráveis, esse tipo de terapia também poderá beneficiar qualquer pessoa que apresente problemas cardiovasculares.
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