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Os três pilares da transformação digital do healthcare: ominidata, IoT e redes autônomas

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Por Eliezer Silveira Filho, Managing Director da Roost.

A tecnologia sempre flertou com a medicina no que diz respeito às inovações voltadas ao atendimento ao paciente, tanto no aprimoramento do diagnóstico como no tratamento das inúmeras doenças. Entretanto, o uso de ferramentas tecnológicas destinadas ao gerenciamento hospitalar e à gestão da saúde de uma forma geral sempre foi deixado em segundo plano.

Com a pandemia da Covid-19, o setor de saúde precisou, mais do que qualquer outro, acelerar seu processo de transformação digital para ofertar, de forma ampla e efetiva, serviços como a telemedicina. Afinal, as consultas médicas à distância tornaram-se indispensáveis com a necessidade do isolamento social imposto pela emergência sanitária. Por outro lado, a sobrecarga do setor evidenciou a necessidade de aprimorar processos, otimizar a gestão de estoque e compra, para controlar melhor os recursos e estreitar o relacionamento com pacientes e usuários.

Quando alguém entra em um centro médico para realizar um exame ou fazer uma cirurgia tem início uma relação que produzirá uma série de informações que podem e devem ser utilizadas para agregar valor ao negócio. O acompanhamento desse atendimento gera insumos para todos os pontos de contato do paciente na instituição.

O conceito Phygital está se tornando, progressivamente, uma realidade dos serviços de saúde do Brasil. A integração do físico com o digital na jornada de assistência melhora a experiência do paciente, o acesso aos médicos, os desfechos clínicos e promove, inclusive, a redução de custos. A adoção de recursos de TaaS (Tecnologia as a Service) é uma das alternativas que vêm sendo utilizadas pelo mercado para escalar soluções digitais, tanto para uso de equipamentos como de softwares operacionalizados por empresas nos moldes de outsourcing.

Dentro deste contexto, um outro conceito, o de omnidata, pode potencializar o healthcare. A análise inteligente de dados, gerados de forma presencial, numa sala de espera, por exemplo, devem passar por uma leitura de comportamentos padrão, ou seja, precisam ser processados para virarem de fato dados. Isso é omnidata: a real integração do que é coletado digitalmente e fisicamente em um ambiente on-line que reúne e organiza as informações, entregando relatórios personalizados para as áreas competentes, em conformidade com a LGPD.

O estudo da IDC (International Data Corporation)) mostra que o investimento em tecnologias no setor de saúde na América Latina deve atingir US$ 1.931 milhões até o final do ano, o que equivale a R$ 10 bilhões. As empresas perceberam que um sistema de saúde digitalizado promove o aprimoramento da conexão entre os profissionais de saúde e os pacientes, ao mesmo tempo que otimiza os fluxos de trabalho, aumentando a eficiência operacional.

Três pilares devem sustentar a transformação digital em saúde: omnidata, IoT (Internet das Coisas) e uma rede autônoma, que conecte pessoas, processos e aplicações, de maneira fácil, automática e segura. Dessa forma, médicos terão largura de banda garantida para acessar imagens digitais e outros dados dos pacientes e dispositivos de IoT, como um monitor de pressão arterial de pulseira sem fio poderão ser conectados à de forma segura e automática.

Ao adotar tecnologias de rede que funcionam em todas as instalações e além delas é possível criar conexões sob medida, alocando melhor os recursos, e proporcionando uma experiência de alto nível a todos os envolvidos: usuários, colaboradores e gestores. É a tecnologia a serviço do seu objetivo maior, que é humanizar o healthcare.

Eliezer Silveira Filho, Managing Director da Roost.

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