Ampliar a presença de mulheres nos espaços de decisão deixou de ser pauta simbólica e passa a integrar a estratégia institucional da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo. A entidade lança, oficialmente, a AHOSP Mulher no dia 18 de março, no Hotel Rosewood São Paulo. 

A iniciativa busca formar lideranças, fortalecer a governança e ampliar a participação feminina em instâncias decisórias públicas e privadas do setor. 

Formação de lideranças e impacto na governança 

O movimento nasce com objetivos claros: qualificar a presença de mulheres em conselhos, comissões e fóruns técnicos, estimular protagonismo em debates regulatórios e contribuir de forma ativa na formulação de políticas públicas em saúde. A proposta também reforça compromissos com ética, integridade institucional e boas práticas de gestão. 

À frente do comitê, Letícia Turim, presidente da AHOSP Mulher, destaca o foco estrutural da iniciativa. “Queremos garantir não apenas representatividade, mas protagonismo qualificado nas decisões que impactam o setor”, afirma. Segundo ela, o projeto estabelece bases permanentes para o fortalecimento da liderança feminina na saúde. 

Na prática, a iniciativa prevê programas de mentoria, capacitação executiva e formação de novas lideranças — um modelo que busca criar efeito multiplicador e preparar gestoras para funções estratégicas com visão sistêmica e segurança técnica. 

Outro eixo central é a promoção de ambientes institucionais mais seguros e inclusivos, com estímulo a políticas de prevenção ao assédio e práticas sustentáveis de gestão de pessoas. 

Para Anis Mitri, presidente da AHOSP, a criação do comitê está alinhada às prioridades da entidade. “Ampliar a diversidade nos espaços de decisão fortalece as instituições, melhora resultados e contribui para um sistema de saúde mais eficiente”, reforça.