Nos últimos anos, tem-se observado uma expansão significativa dos serviços de saúde localizados dentro de locais de alta conveniência, como shoppings, supermercados e centros comerciais. Se antes os espaços de saúde eram considerados sem graça e “chatos” de visitar, hoje essa experiência mudou, se estabelecendo como uma tendência cada vez mais comum, uma vez que a sociedade busca por praticidade. 

Para hospitais, a instalação de unidades em locais de grande circulação representa mais do que uma simples resposta à demanda dos pacientes; é também uma estratégia comercial, pois aumenta a visibilidade e aproxima os serviços do público, estimulando o cuidado. 

Muitas vezes, os atendimentos em unidades descentralizadas são realizados de forma isolada, sem a continuidade necessária para um tratamento eficaz, por exemplo. Enquanto estamos discutindo a importância da medicina integrada, não podemos deixar que desafios como esses afetem todos os avanços que estamos atingindo.

Ainda é possível existir falhas na troca de informações, repetições de exames e consultas e tratamentos incompletos, que podem ser determinantes para diversos casos e impactar negativamente na qualidade, o que é extremamente negativo para os pacientes e para a confiança depositada na instituição.

Para superar essas adversidades, é essencial garantir uma integração e comunicação eficaz entre essas unidades e os hospitais-mãe, de modo que o acompanhamento seja contínuo e personalizado.

Como garantir o cuidado contínuo com a saúde e a integração entre unidades?

O primeiro – e talvez principal – passo se refere à criação de um sistema de integração completo entre todas as unidades, que estabeleça padrões e normativas para manter a qualidade e relevância em qualquer lugar. Parece óbvio, mas a descentralização das unidades traz a sensação de que apenas eventos isolados passem por lá. Sim, isso pode acontecer, no entanto, é mais que necessário que tenhamos um olhar 360° para a saúde dos pacientes.