A sustentabilidade do mercado de saúde brasileiro tem sido um desafio tanto para o setor privado quanto para a esfera pública. Por conta disso, cada vez mais os gestores da área têm buscado soluções para otimizar as operações e aprimorar os atendimentos aos pacientes. 

O segmento privado encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, mas as despesas ultrapassaram o montante de R$ 361,2 bilhões, segundo dados divulgados em março deste ano pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Já no setor público, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu em 2025 um orçamento de R$ 245 bilhões. Atualmente, o sistema atende de forma exclusiva 154 milhões de brasileiros, o equivalente a 76% da população nacional. 

O equilíbrio entre o grande número de atendimentos e a limitação de recursos é o ponto central na gestão da saúde no Brasil.

“Os números mostram que, com despesas tão altas, a sustentabilidade do sistema de saúde depende da identificação e eliminação de ineficiências ocultas em cada etapa da jornada do paciente”, diz  Juliana Vicente, head do portfólio de saúde da Informa Markets, empresa organizadora da Hospitalar. 

Essa pressão por eficiência tem acelerado uma mudança de rota no setor de saúde. “Em razão disso, o setor tem investido cada vez mais em novos recursos tecnológicos a fim de antecipar gargalos administrativos e clínicos antes que gerem prejuízos financeiros ao sistema. Hospitais, clínicas e operadoras têm realizado uma transição em suas estruturas de gestão para criar uma integração entre os dados que auxiliam na tomada de decisões mais assertivas e eficientes”, pontua Juliana.

Melhoria como determinação federal

Para agilizar esse processo, o Governo Federal criou, no ano passado, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Regulamentada pelo decreto nº 12.560/2025, a RNDS determina a integração obrigatória de informações clínicas entre as instituições de saúde.

“Isso garante acompanhar o histórico entre diferentes prestadores e assegura a continuidade do cuidado. Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde para o SUS Digital, a conectividade plena elimina a duplicidade de procedimentos, como a repetição de exames e internações desnecessárias, reduzindo a sobrecarga do sistema”, destaca a executiva.

Desafios da saúde em pauta

Não por acaso, esses temas estão no centro da Hospitalar 2026, espaço que reflete as principais inquietações e tendências do sistema de saúde brasileiro. Entre os destaques deste ano, estão os congressos de Tecnologia e Inovação para Saúde Digital (CTISD) e o Internacional de Serviços de Saúde (CISS), que debatem assuntos diretamente conectados à gestão hospitalar.

A 31ª edição da Hospitalar ocorre de 19 a 22 de maio, no São Paulo Expo, e concentra mais de 1.200 marcas expositoras em uma área de 100 mil m². O evento recebe delegações de mais de 33 países, com destaque para a participação inédita de Sri Lanka e Filipinas. Garanta já a sua inscrição!