A 31ª edição da Hospitalar, principal plataforma de negócios e conteúdo em saúde da América Latina, coloca a desospitalização no centro da agenda executiva. Nos dias 19 e 20 de maio, o Congresso de Atenção Domiciliar e Transição de Cuidados (CAD) reúne gestores e especialistas para discutir caminhos sustentáveis em um cenário de crescente complexidade assistencial e ضغط financeiro.

Com o tema “Entre o cuidar e o sustentar: novos modelos em um setor em transformação”, o encontro dialoga diretamente com lideranças de reabilitação, cuidado domiciliar, fisioterapia, fisiatria, geriatria, medicina esportiva, ortopedia e fonoaudiologia — áreas cada vez mais decisivas na jornada do paciente fora do hospital.

O debate ultrapassa o campo assistencial e entra no núcleo da gestão, segundo Claudia Pedrosa, presidente do Encontro Nacional de Serviços de Atenção Domiciliar (Enconsad) e curadora do congresso.

“A atenção domiciliar deixou de ser apenas uma alternativa de cuidado para se tornar uma estratégia crítica de sustentabilidade. O setor precisa enfrentar a tensão entre qualidade assistencial e viabilidade econômica, especialmente diante de margens comprimidas e pacientes mais complexos”, afirma.

Gestão, previsibilidade e valor assistencial

A programação técnica foi estruturada para apoiar decisões estratégicas, com foco em temas que impactam diretamente a previsibilidade operacional: reforma tributária, inflação médica e judicialização. A proposta é oferecer ferramentas concretas para que organizações de home care e serviços de transição de cuidados fortaleçam sua governança, ampliem eficiência e sustentem a qualidade clínica.

Nesse contexto, ganha relevância o papel das equipes multiprofissionais — da fisioterapia à fonoaudiologia — na redução de reinternações, na reabilitação funcional e na construção de modelos assistenciais baseados em valor. A integração entre cuidado hospitalar e domiciliar, apoiada por tecnologia e protocolos bem definidos, aparece como eixo central para a sustentabilidade do sistema.

Juliana Vicente, Head do portfólio de saúde da Informa Markets, destaca o papel da Hospitalar como catalisadora dessas transformações. “A transição de cuidados e a desospitalização segura são peças-chave para a eficiência do sistema. O congresso cria o ambiente para que gestores redesenhem modelos e alinhem estratégia, operação e desfechos clínicos”, afirma.

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Regulação, fontes pagadoras e sustentabilidade

Outro ponto crítico da agenda é a relação com as fontes pagadoras e o ambiente regulatório. O CAD abre espaço para discussões sobre redução de glosas, mitigação da judicialização e construção de contratos mais equilibrados — aspectos essenciais para garantir sustentabilidade financeira e previsibilidade em operações de cuidado domiciliar e reabilitação.

Desospitalização deixou de ser tendência e passou a ser um pilar estratégico, que exige integração assistencial, eficiência operacional e modelos de negócio capazes de equilibrar qualidade e sustentabilidade.

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Ecossistema completo de gestão em saúde

Além do CAD, a Hospitalar 2026 reúne outros sete congressos entre 19 e 22 de maio, ampliando a visão sistêmica sobre gestão em saúde. A programação contempla temas como hotelaria e facilities, serviços de saúde, infraestrutura, supply chain, gestão de clínicas, engenharia clínica e saúde digital. Conheça!