Preocupado com a sustentabilidade energética e os impactos ambientais, o Hospital IPO, em Curitiba, implementou o uso de energia elétrica proveniente do mercado livre de energia. A expectativa é que haja uma economia de até 25% ao mês na conta de luz.
A iniciativa faz parte da estratégia de sustentabilidade da instituição, que passa a priorizar o uso de fontes renováveis de energia e a adoção de programas de descarte consciente.
O setor de saúde é responsável por cerca de 5% das emissões globais, segundo a WHO Foundation, entidade independente que apoia a missão da Organização Mundial da Saúde, em parceria com a Health Care Without Harm. Esse impacto está diretamente relacionado ao elevado consumo de energia elétrica necessário para o funcionamento de equipamentos, garantia de conforto térmico e à geração de resíduos.
Os esforços para reduzir a pegada de carbono na área da saúde podem proporcionar benefícios econômicos, organizacionais e de saúde significativos.
Para André Madureira, CEO do Hospital IPO, cuidar da saúde das pessoas também significa cuidar do ambiente em que elas vivem. “Por isso, a sustentabilidade é parte do nosso olhar para o futuro da assistência em saúde e da prevenção de doenças respiratórias decorrentes da poluição atmosférica”, explica.
Novas fontes de energia trazem economia e reduzem emissões
Entre as principais medidas adotadas pelo IPO estão a entrada no mercado livre de energia com a utilização de fontes renováveis variadas, como a eólica, a solar e a hidráulica. Essas alternativas, reconhecidas por seu menor impacto ambiental e ampla utilização no país, contribuem para uma gestão mais eficiente e sustentável do consumo energético.
“Ao optar pela energia renovável, o hospital avança não apenas na redução das emissões de carbono, mas também na previsibilidade de custos e na sustentabilidade do negócio a longo prazo. Essa migração também representa um passo importante na mitigação dos impactos ambientais da operação hospitalar, sem abrir mão da segurança e da continuidade do atendimento” explica Juliana Santos Viana, gerente de operações do Hospital IPO.
No aquecimento, o abastecimento de gás natural canalizado em áreas de apoio e infraestrutura como as cozinhas e sistemas térmicos também é pensado para garantir a sustentabilidade das operações do hospital, que mantém parceria com a Companhia Paranaense de Gás (Compagas).
O descarte de resíduos também faz parte da estratégia
Entre os desafios das operações hospitalares está o descarte de resíduos. Atualmente, o Hospital IPO possui um fluxo organizado de segregação, armazenamento e destinação de resíduos, em conformidade com as normas sanitárias e ambientais vigentes. “Sempre que possível, buscamos reaproveitar materiais e equipamentos, evitando descartes desnecessários e fortalecendo práticas de economia circular”, reforça Alexandre Mattos, coordenador de infraestrutura do Hospital IPO.
Resíduos de saúde, recicláveis e materiais reaproveitáveis são gerenciados por empresas certificadas, com controle e rastreabilidade. Além disso, materiais sem uso assistencial, mas ainda seguros, como mobiliário e equipamentos administrativos, são reaproveitados para fins não clínicos.
“Essas práticas vão além da redução de custos. É o modo como o IPO reafirma seu compromisso com a saúde coletiva. Falar em sustentabilidade é falar, necessariamente, de cuidado”, finaliza a gerente de operações.