Os ataques de ransomware se consolidaram como uma das maiores ameaças à operação hospitalar e à segurança do paciente. Ao sequestrar dados e paralisar sistemas, esses incidentes podem interromper cirurgias, atrasar diagnósticos e comprometer diretamente a vida de pessoas em tratamento.
O tema foi debatido no Healthcare Innovation Show 2025, em um painel que reuniu líderes de tecnologia e segurança da informação de grandes instituições de saúde para discutir estratégias de prevenção, resposta e resiliência diante do avanço das ameaças cibernéticas.
Mediado por Leandro Ribeiro, gerente de Segurança da Informação do Hospital Sírio-Libanês, o encontro contou com Alexandre Domingos de Sousa, diretor de Segurança da Informação, Privacidade e Continuidade de Negócios da Dasa, Allef do Carmo, CIO do São Camilo, e Fernando Amorim, gerente de Infraestrutura de Serviços do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

Os especialistas apresentaram dados e experiências que evidenciam como a cibersegurança deixou de ser uma questão apenas tecnológica para se tornar um tema de gestão e de proteção à vida.
Vazamento de dados: o pesadelo dos gestores
O ransomware é um tipo de ataque cibernético em que criminosos sequestram dados e exigem resgate financeiro para restabelecer o acesso. Em ambientes hospitalares, onde informações sensíveis e sistemas assistenciais são vitais, o impacto é devastador. Alexandre Domingos, do Dasa, foi enfático sobre o que mais o preocupa.
“O que me tira o sono é um vazamento de dados massivo. Dada a nossa complexidade, a companhia investiu bastante em resiliência operacional, na nossa capacidade de detectar e conter esse tipo de ameaça”, afirmou.