O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, assina hoje acordo com o National Institutte of Health (NIH), dos Estados Unidos para produção da vacina contra rotavírus em escala industrial. O governador Geraldo Alckmin e o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, estarão no evento. Cerca de 135 milhões de crianças são infectadas pela doença anualmente em todo o mundo, das quais 600 mil morrem, a maioria nos países em desenvolvimento. Com o acordo, o Butantan receberá conhecimento e tecnologia para produzir a vacina já a partir de 2006, com distribuição prevista para 2007.
O rotavírus provoca diarréia em crianças abaixo de um ano de idade, principalmente no inverno, quando os pronto-socorros pediátricos sofrem sua maior demanda. Daí a necessidade de vacinar todas as crianças com menos de seis meses de vida, período no qual a doença é mais grave e mortal.
O acordo abre caminho para outras parcerias que permitirão acelerar a produção de vacinas essenciais para o Brasil, a um custo compatível a capacidade da rede pública.
Deverão ser produzidas 10 milhões de doses da nova vacina por ano no Butantan, o suficiente para cobrir toda demanda nacional. O excedente poderá ser vendido para outros países. Estima-se que o custo da vacina produzida no Brasil seja cinco vezes menor do que as vacinas disponíveis no mercado, que não cobrem todos os sorotipos prevalentes no Brasil.
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