Esqueça o estetoscópio e outras ferramentas de exames e diagnósticos. Hoje, a principal ferramenta que um médico tem à disposição é o prontuário eletrônico. Sem ele, seu trabalho torna-se muito mais difícil, uma vez que este equipamento consegue centralizar todos os documentos e informações essenciais para uma consulta, como histórico do paciente, receitas e exames, além de dados cadastrais, movimentações financeiras, entre outras funcionalidades. Em suma: reúne tudo aquilo que um profissional de saúde precisa ter para realizar o atendimento aos pacientes e a gestão de seu consultório.

Criado inicialmente para servir como uma agenda para o médico, em que ele pudesse reunir (poucas) informações sobre as consultas com seus pacientes, a transformação digital pela qual o setor de saúde está passando remodelou essa solução. Agora, possui diferentes recursos que apenas evidenciam sua importância no dia a dia de clínicas, consultórios e hospitais – e que mostram que se tornou muito mais do que um simples repositório de informações. Mas quais são essas novas funções? Conheça as principais:

1 – Inteligência a partir de dados

Não há dúvida de que a principal vantagem de um prontuário eletrônico é sua capacidade de reunir os dados mais importantes para o dia a dia médico. Com poucos cliques, os médicos têm todas as informações que precisam sobre os pacientes. Mas e se fosse possível cruzá-las com outras fontes de dados? No cenário de digitalização, o sistema passou a fazer integrações de valor, incluindo conteúdos clínicos como artigos científicos. Isso traz mais inteligência aos processos do consultório, uma vez que é possível melhorar o diagnóstico de cada indivíduo com base na literatura médica disponível.

2 – Base para telemedicina

A telemedicina finalmente se tornou uma realidade no sistema de saúde do Brasil, ainda que de forma excepcional por conta da pandemia de covid-19. Entretanto, isso não significa que o médico tem liberdade para utilizar qualquer plataforma de vídeo para realizar as consultas à distância. Pelo contrário, há requisitos obrigatórios previstos pela Resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina. Entre eles, a obrigatoriedade de contar com um prontuário eletrônico que tenha Certificação de Segurança NGS-2 pela SBIS-CFM.