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Omnicanalidade na rede de saúde pública de SP amplia e facilita acesso da população

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Já foram realizados mais de 28 mil atendimentos em “consultórios híbridos” na capital paulista e esse número tende a crescer 22% todo mês. Com o uso dessas tecnologias e uma boa gestão da "Saúde Digital" é possível ampliar o acesso de muita gente a consultas médicas. Saiba como funciona!

Os investimentos em saúde pela Prefeitura de São Paulo estão se destacando cada vez mais, com o objetivo de modernizar o atendimento e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. As teleconsultas já são uma realidade nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede municipal de saúde da capital. 

Telessaúde e “consultório híbrido” melhoram acesso à saúde pública 

A utilização da telessaúde, tanto em clínica geral quanto em especialidades, está permitindo que o município cumpra importantes princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalização, equidade, integralidade e descentralização. Isso significa redução do tempo de espera por consultas, altos níveis de resolutividade em questões menos complexas de saúde e acesso para todos os munícipes cadastrados na rede que aceitem ser atendidos nesse formato. 

Com a introdução do "consultório híbrido", um programa de saúde digital que facilita o acesso dos pacientes a médicos nas unidades de saúde por meios virtuais, a Prefeitura de São Paulo já realizou mais de 28 mil atendimentos em diversas especialidades. O programa tem sido tão bem aceito pela população que os números estão aumentando em cerca de 22% ao mês. 

Esse programa permite que os pacientes presentes nas unidades de saúde sejam atendidos por teleconsulta, seja por demanda espontânea ou agendada, utilizando a estrutura física da UBS, AMA ou UPA, com o auxílio de equipamentos e softwares apropriados. Durante a consulta, um profissional de enfermagem está presente para auxiliar e fornecer orientações adicionais. 

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Como a tecnologia ajuda o sistema de saúde? 

A implementação de tecnologia e uma gestão eficaz da Saúde Digital tornam o processo mais resolutivo e qualitativo. Para isso, é necessário adotar o conceito de pré-regulação em Saúde, utilizando plataformas de gestão em saúde integral e serviços de saúde preparados para o atendimento remoto, estrategicamente posicionados entre a atenção básica e a especializada. 

Marcelo Fanganiello, Chairman da GetConnect, empresa que dá apoio de tecnologia para a Secretaria Municipal de São Paulo, afirma que é possível resolver mais de 80% das demandas por meio desse ecossistema digital, o que reduz significativamente a necessidade de regulação. Ele destaca a importância da combinação de tecnologia, pessoas e processos bem estruturados. 

Utilização de múltiplos canais para atendimento ao paciente 

Além das teleconsultas, a intensa transformação digital na saúde está levando à discussão de temas antes não considerados, como a omnicanalidade. Este conceito, que envolve a integração de diversos canais de comunicação, também é relevante no contexto da saúde, facilitando o contato dos clientes/pacientes através de diferentes meios. 

A GetConnect pretende oferecer ainda mais soluções que implementem efetivamente a omnicanalidade na saúde pública de São Paulo, integrando várias formas de comunicação no prontuário do paciente, como WhatsApp, telefonia, SMS, e-mail, chatbot, videoconferência e push notifications. Isso permite que o paciente acesse os profissionais de saúde de várias maneiras, garantindo que todas as interações sejam registradas de forma segura e seguindo as regulamentações de segurança da informação e LGPD. 

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“O paciente pode acessar o profissional de saúde de várias formas, seja seu aplicativo ou mesmo por WhatsApp. Através, por exemplo, de um script na forma de bot, é possível fazer as mesmas solicitações que faria pelo app, ou seja, o paciente não precisa ter o nosso app, basta ter o WhatsApp instalado. Desta forma, toda a interação entre profissional de saúde e paciente é registrada imediatamente no prontuário eletrônico, de forma segura e seguindo todos os preceitos de segurança da informação e LGPD, incluindo envio de imagens, áudios etc.”, explica o Fanganiello. 

O profissional também pode acionar o paciente por meio de ligação telefônica integrada à plataforma ou mesmo videoconferência via aplicativo. De fato, segundo Fanganiello, assim como o setor bancário, a saúde precisa caminhar para o acesso simplificado e seguro do paciente aos seus dados e profissionais de saúde. 

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A gestão de hospitais e outras instituições da área da saúde está passando por uma verdadeira revolução digital, com o uso da tecnologia facilitando a administração e a realização das consultas. Com a exploração desses novos canais de comunicação, é possível atender muito mais gente e reduzir custos, sem impactar na qualidade da consulta.

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