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4 tecnologias que garantem maior segurança do paciente

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Sistemas como prontuário eletrônico, Big Data e checagem beira leito permitem atendimento mais seguro e maior eficácia no tratamento

Hospitais de todo o mundo automatizam seus processos - administrativos, operacionais e assistenciais - em busca de ganho de eficiência, melhoria da qualidade no atendimento e, principalmente, da segurança do paciente. Dessa forma, todos os procedimentos ficam amparados pela tecnologia -  da checagem de medicamentos, que emite alertas no caso de duplicidade, dose errada ou interação com outras drogas; ao Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), para a prescrição médica padronizada, com todos os dados sobre o usuário registrados. “Tudo isso integrado em uma sistema de gestão hospitalar, que permite armazenar, pesquisar e coletar dados”, explica Aimar Lopes, docente em gestão hospitalar da Universidade São Camilo. Ele cita, a seguir, como as tecnologias funcionam e auxiliam na segurança do paciente e na precisão do diagnóstico:

  1. Prontuário Eletrônico de Paciente (PEP)Substitui as prescrições e pedidos de exame em papel, e permite que todos os dados e informações dos pacientes fiquem armazenados em um só lugar, protegidos por senha e por criptografia, e apenas pessoas autorizadas podem ter acesso. No PEP constam informações como identificação do paciente, anamnese, plano terapêutico, resultados e laudos de exames, prescrições médicas, evolução médica, sumário de internações e transferências. Isso evita prescrição errada de medicamentos ou exame, e diagnóstico mais preciso. Trata-se de um histórico completo do paciente, atualizado em tempo real.

  1. Checagem à beira do leito

    Tecnologia móvel que pode rodar todo o hospital, basta contar com Wi-Fi. O objetivo é garantir segurança sobre as informações e prescrições do paciente, garantindo a medicação correta. Qualquer droga solicitada pelo médico é identificada pelo painel de checagem e, dessa, forma, a enfermeira tem certeza sobre os procedimentos. Isso evita duplicidade ou troca de medicação e possíveis interações medicamentosas.

  1. Pulseira de identificação, com código de barra

A identificação deve conter nome do paciente, data de nascimento e, as mais modernas, já registram o nome da mãe. Isso auxilia no tratamento caso algum parente já tenha passado pelo hospital e tido, por exemplo, uma alergia ou problema com determinado medicamento. Nessa pulseira, nunca deve constar apenas o número do quarto, pois é muito comum a troca de leitos.

  1. Big Data

    Com a tecnologia é possível, além de ter acesso a todos os dados gerados pelo hospital, usufruir de informações que outras instituições estão colhendo na área de saúde. Isso auxilia no tratamento e na prevenção de doenças. Por exemplo, ao fazer uma prescrição a um paciente, o Big Data permite analisar prontuários eletrônicos de outros hospitais para saber se houve casos com prescrições semelhantes que geraram problemas. Ou seja, ele analisa o histórico de vários pacientes e pode, até, emitir alertas. Isso tudo em tempo real.

“A tecnologia é eficaz não apenas para fazer o registro de dados, mas também, para ajudar no controle e acompanhamento do paciente, além de auxiliar na decisão médica e evitar erros”, diz Lopes.

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