Ano passado assisti a um sem-número de pitches, apresentações com poucos minutos de duração em que jovens empreendedores defendem sua ideia de negócio com o objetivo de convencer uma seleta plateia de investidores a abrir a carteira.

Participei de eventos em várias cidades e o que me chamou a atenção foi o resultado de um cálculo rápido que fiz. Menos de 10% do total dos pitches traziam soluções para segmentos que Brasil adentro e mundo afora só crescem: o de consumidores com 50 anos ou mais, que estão na “envelhescência” ou transitando para a velhice, e o de profissionais dedicados a atender suas inúmeras necessidades e também das pessoas mais longevos.

Sabe-se que empreendedores de sucesso mencionam pelo menos dois ingredientes essenciais em suas “receitas”, a paixão pelo que fazem e sua atenção focada na realidade circundante. È isso que faz com que vejam primeiro ou antecipem as oportunidades, pois algumas se mostram nítidas como se estivessem iluminadas por holofotes. Outras nem tanto, mas apesar de “eclipsadas” nem por isso menos promissoras.