“A simplicidade é o apogeu da sofisticação.”

(Leonardo da Vinci)

As organizações e os sistemas de saúde são considerados as atividades mais complexas criadas pela humanidade, tão complexos quanto nós, os seres vivos vertebrados. Controle de tráfego aéreo, malhas ferroviárias e usinas nucleares são sistemas complexos, mas possuem certa estabilidade e previsibilidade com um número de variáveis relevantes conhecidas e administráveis até certo ponto, e não possuem a mesma capacidade de adaptação.

Um de nossos problemas com sistemas complexos é que eles se retroalimentam positivamente, ou seja, complexidade produz mais complexidade, em uma espiral crescente. E sistemas complexos demais entram em colapso com facilidade. Eles estão expostos a um maior risco de erros e defeitos, que por suas vezes provocam atrasos e avarias, tornando a operação cada vez mais ineficiente, produzindo mais variação.

Sistemas como muita variabilidade fecham o ciclo: estão mais sujeitos a erros, defeitos, ineficiências e atrasos. Dr. Deming dizia que se ele tivesse de reduzir sua mensagem em uma única frase, ele diria que reduzir a variação é a atividade primordial dos administradores. Ele sabia que sistemas com muita variação colapsam no longo prazo.

Sistemas complexos são capazes de autoajustes e criam regras próprias em busca do equilíbrio, de uma certa estabilidade. Muitas unidades de saúde criam regras locais, burlando regras ou procedimentos de segurança em busca de estabilidade, tudo para evitar o colapso.