A sustentabilidade dos sistemas de saúde passa, cada vez mais, por decisões estratégicas que começam fora do ambiente hospitalar. É com esse olhar que a Hospitalar 2026 traz a imunização para o centro do debate, posicionando-a não apenas como uma medida preventiva, mas como uma alavanca direta de eficiência operacional e equilíbrio financeiro.
Reconhecidas como uma das tecnologias de maior custo-benefício já desenvolvidas, as vacinas salvam milhões de vidas e reduzem significativamente a pressão sobre a rede assistencial — um ponto sensível para gestores diante do avanço dos custos e da demanda por serviços.
No Brasil, o Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza cerca de 20 imunizantes ao longo de todo o ciclo de vida, contribuindo para evitar internações e desfechos mais graves, além de otimizar o uso de recursos.
Menos internações e mais eficiência no uso de recursos
O impacto econômico é direto e mensurável. O estudo “Impactos do Aumento da Cobertura Vacinal nos Gastos Hospitalares do SUS”, conduzido pela consultoria Go Associados, aponta que a inclusão de vacinas contra cinco doenças — rotavírus, pneumonia, meningite C, hepatite A e varicela — pode ter reduzido em quase 40% os gastos hospitalares públicos entre 2014 e 2019.
Em uma análise ampliada para 16 doenças, a economia estimada chega a R$ 280 milhões por ano para o SUS. Os dados reforçam um ponto-chave: ampliar a cobertura vacinal não é apenas uma agenda de saúde pública, mas uma decisão com impacto direto na sustentabilidade do sistema.
“Esses dados mostram o quanto é necessário ampliarmos a discussão sobre a relação entre atenção primária à saúde e sustentabilidade do sistema”, afirma Juliana Vicente, head do portfólio de saúde da Informa Markets.
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Dentro da programação da Hospitalar 2026, o tema será aprofundado no encontro promovido pela BRICS Women’s Business Alliance, no dia 21 de maio, das 11h30 às 12h10, na Arena 4, na Plaza Hospitalar.
A sessão “Inovação e Governança Feminina na Saúde – Do HPV à eliminação do câncer do colo do útero: inovação, acesso e mobilização global” será conduzida por Francieli Covatti Souto e contará com a participação de Annette Reeves de Castro, executiva com atuação em acesso a medicamentos, imunização e parcerias público-privadas.
Ao incorporar a imunização em sua agenda de congressos e fóruns, a Hospitalar 2026 reforça o papel da prevenção como eixo estruturante da sustentabilidade. Mais do que evitar doenças, a vacinação contribui para reduzir custos evitáveis, liberar capacidade assistencial e aumentar a resiliência do sistema — um imperativo para lideranças que precisam conciliar qualidade, acesso e eficiência no longo prazo.
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