A doença cardiovascular continua sendo uma das principais causas de morte no mundo, tornando o diagnóstico precoce e assertivo fundamental para melhorar os desfechos.
No entanto, a área da Cardiologia tem como um de seus desafios a fragmentação de informações, uma situação em que a prestação de cuidados parece desconectada, com tecnologias e fluxos de trabalho operando separadamente, em vez de um todo unificado.
Essa falta de integração pode afetar tanto a qualidade quanto a eficiência do atendimento ao paciente, que percebe a fragmentação por meio de exames repetidos ou falhas na comunicação entre os profissionais de saúde. Já os médicos, por outro lado, precisam lidar com múltiplas plataformas, o que tira do seu foco principal o cuidado ao paciente. Com o tempo, essa desconexão não só aumenta os custos operacionais, mas também dificulta a coordenação do cuidado.
Apesar dos avanços tecnológicos, dados essenciais para o diagnóstico e o tratamento cardiovascular ainda costumam permanecer fragmentados entre sistemas, setores, dispositivos e instituições. Raramente o diagnóstico depende de um único exame, e quando as informações estão dispersas em diferentes sistemas, exames fundamentais podem se perder no fluxo assistencial não porque desaparecem, mas porque ficam inacessíveis, duplicados ou armazenados em plataformas diferentes. Entre eles estão eletrocardiogramas seriados, imagens de ecocardiografia, angiografias, tomografias, ressonâncias cardíacas, laudos hemodinâmicos e registros de monitorização contínua.
O desafio se torna ainda maior quando não há interoperabilidade entre sistemas. Mudanças de infraestrutura digital, atualizações de software e migração entre sistemas podem gerar incompatibilidades, perdas de dados ou dificuldades de recuperação de exames antigos.
Sem integração, o médico pode precisar reconstruir manualmente a história clínica, repetir exames ou tomar decisões com base em informações incompletas. Isso pode retardar a confirmação diagnóstica e o início do tratamento, especialmente em pacientes com condições complexas ou em evolução.
“Na Cardiologia, em especial, a rapidez e a coordenação do cuidado são determinantes. Um paciente com suspeita de infarto, por exemplo, precisa transitar com agilidade entre diagnóstico, exames, avaliação clínica e possíveis intervenções de emergência. Quando essa jornada ocorre em estruturas desconectadas, atrasos podem comprometer os resultados assistenciais”, explica Rodrigo Abdo, líder de Negócios em Informática Clínica da Philips na América Latina.
Plataformas unificadas podem reduzir a fragmentação e apoiar o diagnóstico cardiovascular
Diante da complexidade da jornada diagnóstica em Cardiologia, soluções capazes de integrar dados clínicos, imagens e fluxos assistenciais tornam-se cada vez mais relevantes. Atenta a esse movimento, a Philips reforça sua estratégia de Integrated Diagnostics (diagnósticos integrados), conceito que permite que o médico tenha uma visão unificada de todas as modalidades diagnósticas em um único ambiente digital.
Ao centralizar informações e simplificar fluxos de trabalho, a tecnologia reduz a complexidade operacional e permite que o médico concentre sua atenção no que realmente importa: o cuidado ao paciente.
Entre as soluções integradas a esse conceito está o Philips Cardiovascular Workspace, plataforma desenvolvida especificamente para a área da Cardiologia. A solução busca conectar exames, imagens e informações clínicas dispersas para oferecer uma visão integrada do paciente cardiovascular, apoiando o melhor diagnóstico.
“Com essa plataforma, reforçamos nosso compromisso de entregar aos profissionais de saúde a melhor solução disponível, apoiando decisões mais rápidas, integradas e centradas no paciente”, diz Abdo.
Entre as principais funcionalidades do Philips Cardiovascular Workspace, destacam-se:
● Visualização integrada de exames cardiológicos: reúne informações de diferentes modalidades, como ecocardiografia, tomografia, ressonância magnética e outros exames cardiovasculares;
● Análise avançada de imagens: oferece ferramentas para medições, quantificação e interpretação clínica, ajudando na avaliação da anatomia e da função cardíaca;
● Fluxo de trabalho otimizado: reduz a necessidade de alternar entre múltiplos sistemas, permitindo que o médico trabalhe em um único ambiente digital;
● Padronização e qualidade dos laudos: auxilia na criação de relatórios estruturados, mais consistentes e detalhados;
● Acesso aos dados do paciente: possibilita acompanhar a evolução clínica ao longo do tempo, reunindo histórico diagnóstico em um mesmo local.
O resultado é um impacto direto em todo o sistema de saúde:
● Para o gestor, mais eficiência operacional e menor fragmentação de dados;
● Para o médico, mais precisão e confiança diagnóstica, laudos mais robustos e mais tempo dedicado aos cuidados ao paciente;
● Para o paciente, mais agilidade e segurança no cuidado, com diagnósticos mais precisos e início precoce do tratamento. [IC1.1]
Diante do aumento das doenças cardiovasculares e da pressão sobre os recursos hospitalares, otimizar processos é vital. A integração de dados clínicos, imagens e fluxos de trabalho não é apenas mais um avanço tecnológico, mas o alicerce indispensável para uma assistência médica conectada e focada no paciente.