Mapear e automatizar processos é um dos caminhos mais indicados para a gestão em Saúde garantir a qualidade assistencial e operacional de seus serviços. Mas falar (ou escrever sobre o tema) é fácil. Na vida real dos negócios, os altos custos de desenvolvimento e implantação de tecnologia ainda afastam muitas organizações da Saúde Digital. A promessa é que esse cenário mude com a expansão das plataformas low-code.

“Essa tecnologia de ‘pouco código’ foi criada em 2014 para permitir a construção de programas sem a presença de um desenvolvedor. Basta que a equipe de TI tenha entendimento básico e técnico da ferramenta”, constata Sócrates Cordeiro, cientista da computação com MBA em ciência de dados e diretor da unidade de negócios de gestão estratégica e qualidade da MV.

Cordeiro, aliás, reforça que existe um erro de conduta a ser revisto com urgência no setor de Saúde. “Um hospital não deveria contratar desenvolvedores para desenhar suas tecnologias de gestão, pois isso gera um custo elevado enquanto já existem várias opções no mercado. O core business de um hospital deve ser sempre a assistência, e nunca o desenvolvimento de software”, defende o diretor.

Para Sócrates, o low-code é o primeiro passo de uma mudança significativa na Saúde Digital. As consultorias ItForum e Gartner traduzem essa afirmação em números: até 2024, mais de 65% das aplicações serão low-code.

E se hoje a ferramenta é usada por humanos – mais especificamente pelas equipes de TI -, essa realidade também está perto de mudar. “Estamos muito próximos de ver a inteligência artificial desenvolvendo programas automaticamente a partir de plataformas low-code”, reconhece Cordeiro, chamando a atenção para o fato de que o conhecimento avançado de lógica de programação de uma inteligência artificial poderá ser potencializado pelas ferramentas que usam pouco código.

No bate-papo a seguir, Sócrates Cordeiro responde as cinco principais dúvidas sobre low-code na Saúde Digital.