O vírus chamado WannaCry, que paralisou muitas empresas e, inclusive, hospitais, fez com que a redução do risco de ataque de ransomware saltasse para o topo da lista de prioridades de TI das empresas do setor de saúde. No Brasil, o Hospital do Câncer de Barretos, referência nacional no tratamento do câncer, teve suas atividades paralisadas ao menos por 24h após sofrer um ataque de ransomware no fim de junho. Ao todo, cerca de 3 mil consultas e exames foram cancelados e 350 pacientes impedidos de realizar o tratamento de radioterapia.

Ações deste teor mostram o perigo que os ataques apresentam à saúde e à segurança do paciente. Este incidente, juntamente com outras brechas de segurança recentes, estão levando as organizações de saúde a concentrarem-se mais na segurança, conforme demonstrado por uma pesquisa recente que 81% das organizações de saúde dos EUA planejam aumentar seus gastos com segurança da informação em 2017. Como eles consideram como melhor investir esses novos recursos de segurança de TI, é provável que a maioria dos CIOs de saúde (se não CEOs) estão se perguntando o que eles precisam fazer para parar tais ataques, ou pelo menos minimizar os danos desses ataques e rapidamente se recuperar quando eles são bem-sucedidos.

Infelizmente, a resposta a esta pergunta não é simples. Outro firewall, sessão de treinamento de funcionários ou um novo processo de backup de dados, por si só, não irão proteger uma organização de um ciberataque de rede ou algo parecido. Em vez disso, os líderes de saúde precisam estar seguros de que tenham desenvolvido e implantado uma estratégia holística de proteção e gerenciamento de dados para suas empresas, a fim de minimizar as chances de um ataque bem-sucedido e o dano que este pode causar.

Essas estratégias devem, ainda, combinar poderosos sistemas de segurança perimetral com políticas abrangentes de educação dos funcionários, práticas sólidas de governança de informações e processos abrangentes de backup e recuperação. Com isso, as empresas da área da saúde podem sentir confiança e saber que estão impedindo o maior número possível de ataques de resgate, limitando os dados expostos a ações bem-sucedidas, além de serem capazes de restaurar rapidamente os dados criptografados ou destruídos por um ataque.

Muitas dessas organizações já possuem ou estão no processo de construir e lançar tais estratégias. Ao realizá-las, os líderes das companhias de saúde podem tornar essas estratégias mais eficazes, assegurando a aplicação de três práticas-chave: não superestimar a eficácia da educação dos funcionários para protegê-los de ataques; abordar o planejamento de gerenciamento de segurança e dados de forma holística e proativa, ao invés de uma maneira reativa; e criar um conjunto de backup dedicado de seus dados, que é isolado do resto da sua rede.