Observa-se há algum tempo, um movimento global de mudança da organização do sistema de saúde no mundo todo, de sistemas fragmentados, voltados para a atenção às condições agudas para sistemas integrados dirigidos para a atenção às condições agudas e crônicas e coordenados em redes.

A Atenção Primária em Saúde (APS) é um componente-chave dos sistemas de saúde, reconhecida pela literatura internacional, pois trazem impactos efetivos com melhores indicadores de saúde, maior eficiência no fluxo dos usuários dentro do sistema, tratamento mais efetivo de condições crônicas, maior eficiência do cuidado, maior utilização de práticas preventivas e maior satisfação dos usuários.

O modelo atualmente vigente na saúde suplementar brasileira tem se caracterizado pela baixa coordenação do cuidado, livre escolha de profissionais e serviços pelos usuários, uso inadequado e inoportuno de tecnologias, com consequentes desfechos subótimos em saúde, maior exposição a riscos e iatrogenia, baixas taxas de satisfação dos usuários e profissionais e custos crescentes que afetam todo o sistema de saúde.