O Big Data é parte importante do processo de inovação das empresas, que estão aderindo cada vez mais à tendência. Segundo o estudo realizado pelo Gartner com empresas brasileiras e da América Latina para avaliar tendências no uso da tecnologia, foi constatado que 73% das empresas entrevistadas já investem ou pretendem investir em análise de dados estruturados e não estruturados nos próximos dois anos, número 9% superior ao registrado em 2013.

Outro ponto que ressalta a mudança na visão dos executivos é a queda no número de empresas que declaram não ter planos envolvendo Big Data. Em 2013, 31% dos entrevistados não tinham interesse em adotar práticas que englobassem a tecnologia. Já em 2014, esse número caiu para 24%.

Segundo o diretor de pesquisas do Gartner, Nick Heudecker, a América do Norte ainda lidera os investimentos em Big Data, representando cerca de 47% dos trabalhos com a tecnologia, número 9% superior ao verificado em 2013. Segundo o executivo, as demais regiões também apresentaram elevação em relação ao ano anterior, além começarem a aplicar, de maneira mais eficaz, os seus investimentos em tecnologia.

Porém, esse investimento maior não leva a um aumento associado em empresas que reportaram a implementação de projetos de Big Data. Como em 2013, a maior parte do trabalho atual gira em torno de uma estratégia de desenvolvimento e criação de projetos piloto e experimentais.

Heudecker ressalta que o ano de 2013 foi mais de experimentação e adoção precoce do Big Data. O executivo explica que, no ano passado, apenas 8% das empresas implementaram projetos usando a tecnologia para produção. Em 2014, o número subiu para 13%, o que já é considerado um aumento considerável pelo executivo. Além deste indicador, a alta de 7% na adoção de experimentos e projetos pilotos comprovam que as empresas estão evoluindo seu entendimento e disposição em explorar oportunidades na área.

Segundo a diretora de pesquisas do Gartner, Lisa Kart, o Big Data pode ajudar a resolver inúmeros problemas de negócio em diferentes indústrias, e, pelo terceiro ano consecutivo, a melhoria da experiência dos clientes e a eficiência dos processos são os principais pontos de interesse das companhias.