O uso de tecnologias em saúde tem avançado e este parece ser o único caminho possível para garantir a sustentabilidade do setor. Mas para isso, um passo preciso ser dado rumo à capacitação dos profissionais, o que atualmente ainda é visto como um desafio, devido à resistência de alguns e à rapidez com que a inovação evolui.

No entanto, essa não é a única barreira. Segundo especialistas, também é preciso desenvolver ferramentas que auxiliem os profissionais nessa trajetória. 

“A saúde segue na mesma direção dos demais setores da economia. Além da dificuldade de encontrar profissionais qualificados, a construção de uma carreira em saúde sustentável necessita de lideranças que valorizem mais o indivíduo e fortaleçam o senso de pertencimento.”

“Uma indústria da saúde forte no país, e até mesmo para atender os preceitos do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, exige conhecimento e mão de obra qualificada, até para incentivar as atividades de pesquisa”, diz Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (Abimed). 

O déficit de mão de obra em inteligência digital e TI médica

Segundo Alex Vieira, superintendente de Inteligência Digital e TI do Hcor, o déficit de mão de obra capacitada é particularmente evidente em áreas como a análise de dados de saúde, análise de negócios de tecnologia, inteligência artificial e gerenciamento de sistemas de informações de saúde. 

Esse déficit de profissionais qualificados pode ter como razão o fato de que muitos não tiveram a oportunidade de se preparar adequadamente para a velocidade com que as tecnologias estão chegando ao setor.