Por anos trabalhei dentro do universo das operadoras, entendendo os processos e criando laços que me fizeram ficar realmente encantado com a Saúde. Mas, ao mesmo tempo, anos de experiência também me apresentaram uma realidade mais amarga.

A grande questão é que, ao perceber como esse ecossistema funcionava, também pude identificar que os mesmos velhos padrões de operação mantinham-se intactos. E que a eterna discussão entre operadora e prestador de serviço dentro do “quem é que está certo na hora de pagar a conta hospitalar?” também permanecia.

Apesar dos sistemas informatizados dentro de muitas das operadoras e de prestadores de serviço, o dia a dia ainda era repleto de erros – a grande maioria deles cometida não por má-fé, claro. Ainda assim, essas falhas causavam uma recorrência custosa, não apenas para o caixa das instituições, mas para as carreiras dos especialistas da auditoria de contas médicas. Afinal, naquela realidade, eles não tinham condição de aplicar todo o seu potencial e conhecimento para atuar estrategicamente. Ou seja, dedicando esforços em prol da Saúde.

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Foi essa constatação que também trouxe a inquietação (das boas, devo dizer) e que culminou no desenvolvimento do Dr. Marvin,  ao lado de uma equipe de especialistas que, assim como eu, viram que a tecnologia era uma mina que ainda não havia sido escavada dentro dessa rotina – e que traria, sim, muito ouro.