Imagine cuidar de um sistema assistencial que parte de 200 teleconsultas ao mês para impressionantes 2.000 atendimentos virtuais por dia. Esse é só um exemplo do tamanho do desafio tecnológico enfrentado pela Saúde no Brasil durante a pandemia do coronavírus. Com a particularidade de o País passar por tudo isso enquanto ainda desenvolvia limitações normativas e legislativas para o uso da telemedicina.

Para Alex Morán, head global da everis para health, com o protagonismo que o atendimento digital recebeu em 2020, chegou também o momento de acelerar a oferta de serviços e ativos tecnológicos para otimizar a Saúde no Brasil e no mundo. “As ferramentas mais usadas durante a pandemia já existem há mais de dez anos, mas fracassamos em aplicá-las. Agora, temos a oportunidade de torná-las realidade, especialmente para melhorar o desfecho clínico, a prevenção de doenças e o cuidado remoto”, defendeu Morán durante entrevista exclusiva ao Saúde Business.

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Leia abaixo os melhores momentos:

Quero começar nossa conversa perguntando como você resumiria o ano de 2020 para o setor de Saúde. Caso ajude, pode tentar pensar em uma palavra…

Alex Morán: Eu sou uma pessoa otimista e não quero parecer leviano por tentar encontrar pontos bons em uma situação que está provocando centenas de milhares de mortes em todo o mundo. Mas posso resumir a Saúde em 2020 em uma palavra e dizer que chegamos a um momento catalisador, pois permitiu que as mudanças que tinham que ter chegado há 10, 15, 20 anos sejam agora realidade. Um bom exemplo quantitativo dessa mudança vem de um dos nossos clientes, que partiu de 200 teleconsultas ao mês para 2.000 ao dia. Isso prova que a telemedicina antes não era um problema dos médicos ou dos pacientes que não queriam fazer uso da tela, mas, sim, de dar o primeiro passo para a adoção da tecnologia, o que aconteceu durante a pandemia.