O uso de dados na saúde está em evidência, graças à ascensão do Big Data. No entanto, para a decisão de saúde, este comportamento já está presente há bastante tempo, fortalecendo a ciência baseada em evidência.

Em 1865, John Snow colheu dados populacionais para identificar o surto de cólera que acontecia em Londres. Com isso, ele pôde identificar o ponto focal de contaminação e, pela primeira vez alguém utilizava dados e mapas para entender e impedir uma infecção.

Já em 1948, Framingham fez um estudo para demonstrar a importância de alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença cardíaca e cérebro-vascular. Após seu estudo, foi criada uma equação para determinar o risco populacional a doenças cardíacas e, a partir disso, indivíduos acima do limite de risco passaram a ser tratados.

A diferença entre as épocas acima citadas e o período atual é marcada por um rápido crescimento computacional, inclusive móvel, e oferece para a saúde uma oportunidade para melhoria da atenção à saúde. Com isso, o sistema de saúde atual gera uma enorme quantidade de dados de diferentes fontes e requer alguns padrões para melhor utilização destas informações, como de comunicação e interoperabilidade.

No Fórum ASAP 2015, o Dr. Oliver Harrison, VP da Healthways International, demonstrou que há ferramentas práticas para usar o dado com objetivo de melhorar os resultados de saúde e a produtividade do trabalho.

Para Harrison, o uso dos dados  é de grande importância, mas o que pode mudar, de fato, a saúde são os insights obtidos a partir das informações.