Nos últimos anos cresceu muito o acesso de pessoas à saúde privada, em paralelo contamos com uma série de serviços públicos de uma qualidade bastante insatisfatória. Dessa maneira a saúde privada começou a ter uma demanda cada vez maior.
Obviamente que o atual momento econômico causou um “soluço”, visto que muitas pessoas acabaram saindo dos planos de saúde, entretanto, mesmo diante de um cenário de crise em 2016, o setor de saúde mostrou que continua interessante para transações e investimentos, dado que a expectativa do mercado é que fusões e aquisições nesse segmento movimentem aproximadamente R$ 5 bilhões em 2017 e 2018.
Para falar sobre o tema “Mercado de Saúde: Os desafios e transformações para 2017”, conversamos com Marcos Hiran, sócio da assessoria financeira da Cypress Associates.
De acordo com Hiran, pouca incerteza do mercado e muita oportunidade de melhorar operações tornou o setor eficiente já faz alguns anos, no entanto o movimento de concentração é algo recente e ganhou força no começo de 2015, após aprovação da medida provisória que autorizou a entrada de capital estrangeiro no setor.
Questionado sobre o que tem disponível no mercado para investimentos, Hiran comenta “Tem uma série de hospitais de porte médio que seriam a segunda onda das aquisições e existem alguns hospitais de grande porte que acabaram não entrando nessa primeira onda de consolidação, ou porque não eram viáveis por algum motivo ou porque os sócios não tiveram interesse, ou não conseguiram chegar em um acordo com os potenciais investidores”.
Com relação aos parâmetros e características do que os investidores buscam para a viabilidade de um negócio, Hiran destaca: