A Orizon, especialista em conectividade de serviços de saúde que também atua nos mercados de seguros e benefícios, anunciou esta semana uma pesquisa farmacoeconômica de gastos anuais com remédios para pacientes com câncer. Segundo o estudo, apresentado em um congresso nos EUA, um doente oncológico tem despesas de R$ 6.805,76 em média com medicamentos quimioterápicos ingeridos em casa.
Os pacientes ainda gastam outros R$ 1.025,13 com remédios paliativos para conter os efeitos colaterais da quimioterapia. São reguladores do metabolismo ósseo, corticosteróides, antidepressivos, anti-inflamatórios, diuréticos, analgésicos, vitaminas e antieméticos, que são indicados para evitar náuseas e vômitos. A lista da Orizon inclui 121 remédios quimioterápicos e paliativos foram contemplados.
A pesquisa ainda revelou que, dos 1.244 pacientes, 458 foram hospitalizados para tratar a doença e os gastos médios dos planos de saúde com diárias, tratamentos e remédios foi de R$ 18.007,10 por pessoa. Passaram por diversas consultas médicas 862 pacientes, durante o tratamento, em média 4,48 por paciente.
O trabalho feito com 1.244 pacientes foi extraído da base de 16 milhões de vidas que a empresa conecta a mais de 132 mil prestadores de serviços, além de 8 mil farmácias.
Segundo a gerente de inteligência em saúde da Orizon, Cristina Nunes Ferreira, o estudo é importante no momento em que a ANS propõe incluir no rol de procedimentos para as operadoras 36 medicamentos para uso domiciliar no tratamento de 17 tipos de câncer.
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