Um dos setores mais complexos e ainda pouco influenciado pelas transformações tecnológicas é o mercado de saúde. Estar inserido em um setor cujo produto é uma necessidade básica deveria ser vantajoso, mas os números não refletem isso.

Atualmente, as operadoras de planos de saúde sofrem com assustadores 20% de fraudes e os prestadores perdem em média 4% do faturamento por glosas (valores faturados para as seguradoras que são rejeitados). Quem paga a conta são as empresas e os beneficiários dos convênios, que precisam aceitar reajustes acima da inflação.

Nos últimos anos, a taxa de sinistralidade das seguradoras e operadoras se mantém acima de 85%, sendo que para operar com uma boa saúde financeira esta taxa deveria estar abaixo de 76%. A despesa assistencial já alcança R$ 100 bilhões.