Não obstante a complexidade inerente ao sistema, seus processos e às peculiaridades de seus operadores, torna-se urgente o envolvimento de todos nós na construção de modelos que sustentem a integração das informações assistenciais, permitindo inserção, compartilhamento e gestão entre múltiplos prestadores. Estruturar um novo sistema de saúde que envolva os setores privado e público, onde as informações sobre os pacientes circulem sem barreiras proprietárias ou comerciais, mas sim, administradas e autorizadas pelo próprio beneficiário, o paciente. Sem, obviamente, esquecer ou desvalorizar as preocupações inerentes à segurança do conteúdo das informações, que devem garantir que apenas profissionais envolvidos e/ou autorizados pelos pacientes tenham acesso ao conteúdo em questão.

Interoperabilidade da informação em saúde

Vamos imaginar uma situação prática: você vai ao consultório de um Clínico Geral credenciado do seu plano de saúde, passa em consulta médica e alguns exames são solicitados. Ao final da consulta, você liga para um laboratório de análises clínicas para agendamento das datas e locais dos exames solicitados por seu médico. Alguns minutos depois recebe em seu e-mail as orientações necessárias ao seu preparo prévio aos exames. Na data marcada você comparece ao local programado e os exames são realizados com sucesso. Durante a coleta do seu exame, um atendente da recepção pergunta quais profissionais de saúde poderiam ser autorizados a receber informações sobre os seus exames colhidos naquela data. Você informa o nome do Clínico Geral que pediu os exames, mas lembra-se que seu Cardiologista também poderia ter interesse em acessar os resultados, já que alguns exames podem facilitar a condução do seu caso, sem necessidade de solicitar em curto espaço de tempo um exame recentemente realizado.