Chatbots e copilotos virtuais baseados em inteligência artificial (IA) estão deixando de ser apenas ferramentas administrativas para se tornarem elementos estratégicos em diferentes etapas do cuidado em saúde. 

Do acolhimento inicial ao acompanhamento de doenças crônicas, essas soluções já agilizam a comunicação entre pacientes e equipes médicas, ampliam a eficiência operacional e, ao mesmo tempo, reforçam a humanização da jornada de atendimento.

De acordo com o diretor técnico de Obstetrícia do Grupo Santa Joana, Eduardo Cordioli, há três frentes claras de aplicação da tecnologia: triagem digital, engajamento educativo e apoio clínico. 

“A IA acolhe sintomas, identifica sinais de alarme e orienta sobre o próximo passo, se o paciente precisa de uma teleconsulta, ir ao pronto atendimento ou fazer exames. Também entrega educação personalizada, como orientações de pré-natal sobre puerpério, amamentação ou adesão medicamentosa, além de fazer check-ins periódicos para detectar precocemente a piora clínica”, explica o diretor.

No Hospital e Maternidade Santa Joana, a “Madrinha Joana IA” já atua como ‘companheira digital’ das gestantes, oferecendo desde informações básicas até a checagem estruturada de sinais de risco, sempre com supervisão humana e registro auditável. 

“O futuro passa por agentes multimodais integrados a dispositivos de monitorização remota e pela orquestração de múltiplos agentes – um voltado ao paciente, outro ao médico, outro ao fluxo operacional – todos coordenados e com transferência clara para humanos quando necessário”, projeta Cordioli.