Nesta quinta-feira, 2 de julho, ocorre a 13ª edição do prêmio GPTW Saúde, que reconhece as melhores empresas para se trabalhar no setor de saúde. A premiação avalia práticas de gestão de pessoas, políticas corporativas e a satisfação dos colaboradores, além de dar luz a tendências e desafios que refletem a evolução da gestão no setor.
O Saúde Business é mídia parceira da premiação e conta todos os detalhes desta noite, assim como os critério da pesquisa, com exclusividade.
Em 2026, 231 empresas participaram do estudo, impactando mais de 343 mil colaboradores, um aumento de 12% no número de trabalhadores em relação à edição anterior. Entre elas, 80 empresas conquistaram lugar no ranking.
Metodologia “For All”: um novo olhar para a gestão
A grande novidade deste ano foi a consolidação da metodologia “For All” em todos os rankings do GPTW, incluindo o setor de saúde. A abordagem vai além de benefícios e ambientes agradáveis, focando na experiência consistente e positiva para todos os colaboradores, segundo Roberta Hummel, diretora de ranking e operações do GPTW Brasil.
A metodologia utiliza três pilares principais:
- Trust Index: pesquisa que avalia a percepção dos colaboradores sobre confiança, respeito e credibilidade.
- Culture Audit: análise das práticas organizacionais que promovem um ambiente de alta confiança.
- Culture Brief: relatório que traz um raio-X demográfico e estrutural das empresas, permitindo contextualizar os resultados.
Além disso, o GPTW Saúde passou a adotar os mesmos critérios de segmentação por porte (pequenas, médias e grandes empresas) utilizados em outros rankings setoriais, promovendo maior padronização e alinhamento global.
O que define as organizações líderes em gestão de pessoas na saúde?
A região Sudeste manteve sua liderança, com 52 empresas premiadas. São Paulo, mais uma vez, se destacou como o estado com maior número de organizações reconhecidas, totalizando 39. Em contrapartida, estados como Amazonas, Mato Grosso e Piauí tiveram menor representatividade, com apenas uma empresa cada.
A análise demográfica dos colaboradores das empresas premiadas revelou mudanças significativas:
- Faixa etária: A faixa de 34 a 44 anos lidera em representatividade, com 35%, enquanto a participação de jovens até 25 anos é de 15%, refletindo uma maior consolidação de profissionais em fases mais maduras da carreira.
- Tempo de casa: 38% dos colaboradores estão há até dois anos nas empresas, enquanto apenas 6% possuem mais de 15 anos de casa.
- Gênero: o percentual de CEOs Mulheres passou de 21%, em 2024 e 2025, para 22% em 2026. Por nível hierárquico, mulheres na alta liderança tem entre 39% e 40%, de 2024 a 2026, média liderança flutua entre 54% e 53%, e outras posições de liderança oscilam entre 58% e 60%.
Quanto mais alto o cargo, menor a presença feminina. “Houve avanço modesto no topo, mas o ‘funil de liderança’ segue praticamente inalterado, ainda não dá para falar em avanço estrutural de diversidade na liderança com base nesse período”, pontua a executiva.
Retenção e qualidade de vida
Quando questionados sobre os motivos para permanecerem em seus empregos, os colaboradores destacaram:
- Oportunidades de crescimento e desenvolvimento: 35%
- Qualidade de vida: 29%
- Alinhamento de valores: 17%
- Remuneração e benefícios: 14%
- Estabilidade: 5%
Os principais fatores de retenção permanecem os mesmos, porém houve uma retração na oportunidade de crescimento e um avanço na qualidade de vida em relação a 2025.
Roberta explica que é difícil inferir o motivo somente com esses dados, uma vez que as empresas não são as mesmas do ano passado e a composição das Melhores, como região e microssetor de atuação, pode ter papel importante na escolha dos motivos de permanência.
Inovação e transformação digital
O índice de velocidade de inovação (IVR) é a métrica desenvolvida pelo time de cientistas e analistas de dados do GPTW para medir a velocidade e agilidade organizacional, quantificando a capacidade da força de trabalho de se adaptar e inovar.
O IVR apresentou uma recuperação em 2026, com 21% das empresas premiadas atingindo níveis acelerados de inovação contra apenas 7% das não premiadas. Houve um aumento em relação aos 17% registrados em 2025 e 11% em 2024.