O Fundo Patrimonial da USP (FPUSP) e o Projeto Genoma estabeleceram uma parceria estratégica para atrair recursos destinados ao desenvolvimento de novos tratamentos médicos. O acordo foi formalizado nesta terça-feira (12) em uma cerimônia realizada na Universidade de São Paulo (USP).
“O Fundo Patrimonial foi criado para constituir reservas que apoiem a universidade em longo prazo. Já promovemos iniciativas como o USP Diversa, voltado a bolsas de permanência para alunos de escolas públicas e PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Agora, unimos forças com o Genoma para captar recursos que alavanquem esse projeto”, destacou o professor Hélio Nogueira, presidente do Conselho de Administração do Fundo.
Modelo inovador de captação de recursos
A estratégia combina a atração de doações destinadas tanto ao Fundo Patrimonial quanto ao Projeto Genoma. Metade dos recursos captados será investida no Fundo, garantindo rendimentos que financiarão iniciativas da USP de forma sustentável. A outra metade será aplicada diretamente nas necessidades do Projeto Genoma, proporcionando impactos imediatos. Dessa forma, os doadores contribuem simultaneamente para resultados de curto prazo e para a perpetuidade das ações.
Avanços em pesquisa genética
Liderado pela professora Mayana Zatz, referência na área de genética, o Projeto Genoma busca soluções inovadoras em saúde. Entre as iniciativas beneficiadas pela parceria está o Projeto 80+, que investiga as características genéticas de idosos saudáveis, com o objetivo de identificar variantes genéticas protetoras e mecanismos que promovam um envelhecimento saudável.
Outro estudo de destaque aborda o Zika vírus, aproveitando sua capacidade de destruir células neuroprogenitoras para explorar seu uso no combate a tumores cerebrais, uma abordagem pioneira que transforma um desafio em oportunidade científica.
Além disso, o projeto inclui pesquisas sobre xenotransplantes, que buscam viabilizar o transplante de órgãos de animais, como suínos, para humanos, uma alternativa promissora diante da fila de mais de 50 mil pacientes no Brasil aguardando por transplantes.