Um dos primeiros hospitais privados do país a realizar com sucesso cirurgias de implantes Coclear e Baha

Recentemente, a ANS autorizou a execução desses procedimentos através das operadoras de saúde com a sua inclusão no rol de cobertura, porém o número de profissionais habilitados para essas cirurgias ainda é muito pequeno. Além disso, apenas quatro empresas fornecem os aparelhos ideais para os implantes, mas ainda com custos elevados.

Segundo o Prof. Dr. José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, “o implante coclear é indicado para pessoas com surdez total bilateral e é realizado em duas etapas. Primeiro, realiza-se a cirurgia para implantar um eletrodo dentro da estrutura do ouvido interno ou cóclea e, após aproximadamente um mês, é colocado um aparelho externo na parte de trás do ouvido para captar o som do ambiente e transmitir para a unidade interna (eletrodos) como energia sonora, estimulando o cérebro a identificar os ruídos”.

Já para os pacientes com perdas unilaterais totais, pessoas que não têm o canal auditivo ou ainda as que tenham perda de transmissão não podendo usar um aparelho de audição convencional, a indicação é a cirurgia com implante do sistema Baha. “Nesse procedimento, coloca-se um pino de titânio atrás do ouvido e aguarda-se cerca de três meses até que o osso agregue o pino. Depois desse período é implantado um aparelho externo fixado com um botão de pressão. Assim, o som faz o aparelho vibrar e esta vibração é transferida para o nervo auditivo”, explica o médico.

“De forma simplificada, podemos dizer que a prótese capta e amplifica o som, transformando-o em ondas vibratórias para dentro do corpo e, no implante coclear, o som é transformado em energia elétrica, estimulando o ouvido e, por conseqüência, o cérebro”.

A performance e eficiência desses aparelhos possibilitam uma melhora na qualidade de vida. “Fico feliz ao ver os benefícios dos implantes após a recuperação e readaptação do cérebro, há um grande ganho para o paciente que consegue voltar à vida em sociedade sem medos ou preconceitos”, comenta Dr. Testa.